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Dezenas de pessoas protestam contra anexação plena de Porto Rico aos EUA

Dezenas de pessoas protestam contra anexação plena de Porto Rico aos EUA

Dezenas de pessoas manifestaram-se hoje contra a plena anexação de Porto Rico aos Estados Unidos, segundo um comunicado da Polícia da pequena ilha das Caraíbas.

Lusa /

A nota detalhou que, segundo dados preliminares, os manifestantes estavam espalhados em várias das saídas da rodovia PR-18, no sentido do município de Caguas para San Juan, a capital da ilha.

Vários manifestantes carregavam grandes faixas com mensagens pedindo o "não" no plebiscito que será realizado no dia 03 de novembro, no mesmo dia das eleições gerais em Porto Rico.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a anexação total, considerando que não é a melhor opção de estatuto político para Porto Rico.

Além disso, acusaram o Novo Partido Progressista (PNP), no governo, de organizar este plebiscito para empurrar os seus eleitores às urnas devido aos alegados problemas da formação partidária para vencer as próximas eleições.

O porta-voz dos manifestantes, Pedro Muñiz, destacou que com a iniciativa se pretende educar os cidadãos sobre o que chamou de "plebitruque", além de considerar que a consulta não terá repercussões para mudar a relação com os Estados Unidos, por isso a considera desnecessária.

A oposição tentou, sem sucesso, anular a realização da consulta, alegando inconstitucionalidade, embora o Supremo Tribunal Federal de Porto Rico tenha concluído, no dia 05 de outubro, que a norma que torna possível a consulta é constitucional.

Esta é a sexta consulta sobre o estatuto da ilha, desde 1952 um Estado livre associado aos Estados Unidos, juntando-se a outras cinco realizadas entre 1967 e 2017.

Como os demais estados dos Estados Unidos, Porto Rico tem a sua Constituição local, em vigor desde 1952, os seus cidadãos possuem passaporte americano (desde 1917), tem um governador e poder legislativo e, em última instância, é governado pela autoridade do Congresso dos EUA, mas porto-riquenhos que vivem na ilha, entre outras limitações, não podem votar nas eleições presidenciais dos EUA.

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