Dilma escolherá substituto para ministro do Turismo entre os 79 deputados do PMDB no Congresso

Dilma escolherá substituto para ministro do Turismo entre os 79 deputados do PMDB no Congresso

Rio de Janeiro, 15 set (Lusa) -- O Partido do Movimento Democrata Brasileiro (PMDB), ao qual pertencia o ex-ministro Pedro Novais, que apresentou quarta-feira a sua demissão, deixou à consideração da presidente Dilma Rousseff a escolha do seu substituto.

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A previsão inicial era que os líderes do partido apresentassem uma lista de indicados para a presidente fazer a sua escolha.

De acordo com o líder parlamentar do PMDB, Henrique Eduardo Alves, ouvido pela Agência Brasil, o partido terá decidido não criar "privilegiados" para não gerar desconforto entre os seus membros e garantiu que o escolhido pela presidente terá todo o apoio.

Dilma escolherá agora o novo ministro entre os 79 deputados do PMDB no Congresso Nacional.

O agora ex-ministro do Turismo, Pedro Novais, entregou quarta-feira o pedido de demissão, depois de denúncias de que teria utilizado dinheiro público para pagar os seus empregados particulares.

Na primeira reportagem, publicada na terça-feira, revelou-se que a governanta da casa de Novais recebeu como se fosse funcionária da Câmara dos Deputados entre 2003 e 2010 -- período em que o político ocupava o cargo de deputado federal.

Na notícia publicada quarta-feira pelo jornal Folha de São Paulo, uma nova denúncia, desta vez envolvendo a mulher de Novais, indicava que utilizavam um funcionário público como motorista particular.

O ex-ministro já tinha sido acusado há nove meses de ter pago despesas de um motel no Maranhão com dinheiro do Estado.

Em agosto, outras supostas irregularidades no Ministério do Turismo ocuparam as manchetes dos principais jornais brasileiros, quando a pasta foi alvo de uma investigação da Polícia Federal.

O trabalho dos investigadores mostrou que houve desvio de verbas públicas em um contrato firmado entre o Ministério e uma organização não-governamental, que passava o dinheiro para empresas `fantasmas`.

A saída de Novais eleva para cinco o número de ministros afastados em apenas nove meses de governo, quatro dos quais envolvidos em denúncias de corrupção.

O primeiro foi o então ministro [chefe] da Casa Civil, António Palocci, seguido pelo ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e o da Agricultura, Wagner Rossi. O último a cair, o então ministro da Defesa Nelson Jobim, foi o único cuja demissão não esteve relacionada com acusações de irregularidades na gestão.

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