Diplomacia síria acusa EUA de encorajarem a violência

Diplomacia síria acusa EUA de encorajarem a violência

Londres, 28 ago (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid Muallem, acusou os Estados Unidos de encorajarem os rebeldes e garantiu que o regime sírio não recorrerá a armas químicas, em entrevista ao jornal britânico "The Independent".

Lusa /

Walid Muallem observou, na entrevista hoje publicada, que os Estados Unidos utilizam a Síria para contrariar a influência do Irão no Médio Oriente e que Washington exagerou as capacidades nucleares de Teerão para vender armas aos países do Golfo.

"Acreditamos que os Estados Unidos são o principal ator contra a Síria e o resto são instrumentos seus", disse o ministro sírio.

Questionado sobre se os EUA estarão a usar a crise na Síria contra o Irão, Muallem citou um estudo recente do `think-tank` norte-americano Brookings Institution que concluiu que "se se quer deter o Irão, terá de se começar por Damasco".

"Alguns enviados ocidentais disseram-nos no início da crise que as relações entre a Síria e o Irão, a Síria e o Hezbollah, a Síria e o Hamas eram os principais elementos por detrás da crise", explicou o governante sírio.

Walid Muallem notou que "ninguém explicou porque é que a Síria não pode ter relações com o Irão, quando a maioria, senão todos os países do Golfo, têm relações muito importantes com o Irão".

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio acusou os Estados Unidos de apoiarem os esforços dos rebeldes, fornecendo-lhes equipamento de telecomunicações, o que considera tratar-se de apoio ao terrorismo.

As alegações de que o regime sírio estará a planear recorrer a armas químicas se o seu poder ficar enfraquecido foram minimizadas por Walid Muallem, que afirmou que a responsabilidade do Governo "é proteger o seu povo".

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