Mundo
Director da CIA diz que al Qaeda está em fuga e perto da derrota
As estruturas da al Qaeda no Iraque foram praticamente eliminadas e a rede terrorista está hoje em posição defensiva um pouco por todo o Mundo, estima o director da CIA, Michael Hayden.
Menos de um ano depois de os serviços secretos dos Estados Unidos terem lançado um alerta para a ameaça global corporificada pela organização de Usama Bin Laden, o responsável máximo pela CIA faz agora uma estimativa carregada de optimismo nas páginas do diário norte-americano Washington Post.
Há apenas dois anos, a CIA tecia um retrato bem diferente da realidade no Iraque, onde a máquina de guerra norte-americana, reconhecia então a agência, era usada como eficaz instrumento de propaganda na insurreição contra as tropas estrangeiras e na captação de extremistas para atentados.
“Fazendo um balanço, estamos a ser bem sucedidos”, afirma Michael Hayden, listando, depois, cada um dos vectores de sucesso: “Uma quase derrota estratégica da al Qaeda no Iraque; uma quase derrota estratégica da al Qaeda na Arábia Saudita; contratempos significativos da al Qaeda globalmente – e aqui vou usar a palavra ideologicamente, uma vez que muito do Mundo Islâmico está a afastar-se da sua versão do Islão”.
A cúpula militar norte-americana responsabiliza a rede terrorista de Bin Laden pela maior parte dos atentados que assolam o quotidiano do Iraque.
Um dos ataques mais violentos imputados à al Qaeda foi o atentado de Fevereiro de 2006 contra o santuário xiita de Samarra. Este ataque espoletou uma vaga de conflitos sectários que deixaram o Iraque à beira de uma guerra civil.
No Iraque de 2008, é agora o Irão que encaixa o grosso das acusações da Administração Bush. Embora teça elogios à crescente capacidade das tropas norte-americanas no combate a grupos extremistas, Hayden alega que os progressos são minados de forma consistente pelo regime de Teerão, através do apoio – em dinheiro e armas – a milícias xiitas.
Bin Laden e Al-Zawahiri no topo da lista dos mais procurados
Na entrevista ao jornal, o director da CIA salienta que a captura de Bin Laden e do seu lugar-tenente, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, continua a constituir uma prioridade para os serviços secretos e estruturas militares dos Estados Unidos. A tarefa, argumenta Hayden, tem sido dificultada pelo facto de as forças norte-americanas estarem formalmente impedidas de actuar nos locais remotos onde poderá estar refugiada a liderança da rede – as regiões fronteiriças entre Afeganistão e Paquistão.
No entanto, sublinha, “a capacidade de matar e capturar membros-chave da al Qaeda mantém-se e impede-os de se reequilibrarem, mesmo no seu melhor refúgio ao longo da fronteira entre Afeganistão e Paquistão”.
Três elementos de topo eliminados
Segundo Michael Hayden, a liderança global da al Qaeda perdeu já três elementos-chave desde o início de 2008. Dois deles sucumbiram “à violência”, acrescentou, sem indicar nomes.
Por outro lado, a al Qaeda estará a enfrentar dificuldades nas “actividades de treino” na sensível fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
Hayden alerta para riscos da complacência
Sem embargo da avaliação positiva, o director da CIA não esconde a sua preocupação com o que considera ser o risco de uma complacência crescente; em suma, de um retorno ao “estado de espírito” anterior aos atentados de 11 de Setembro de 2001.
“O facto de termos mantido [os norte-americanos] a salvo durante quase sete anos levou-os a um estado de espírito em que a segurança é normal. A nossa visão é esta: a segurança é conquistada com dificuldade, a cada 24 horas”.
Há apenas dois anos, a CIA tecia um retrato bem diferente da realidade no Iraque, onde a máquina de guerra norte-americana, reconhecia então a agência, era usada como eficaz instrumento de propaganda na insurreição contra as tropas estrangeiras e na captação de extremistas para atentados.
“Fazendo um balanço, estamos a ser bem sucedidos”, afirma Michael Hayden, listando, depois, cada um dos vectores de sucesso: “Uma quase derrota estratégica da al Qaeda no Iraque; uma quase derrota estratégica da al Qaeda na Arábia Saudita; contratempos significativos da al Qaeda globalmente – e aqui vou usar a palavra ideologicamente, uma vez que muito do Mundo Islâmico está a afastar-se da sua versão do Islão”.
A cúpula militar norte-americana responsabiliza a rede terrorista de Bin Laden pela maior parte dos atentados que assolam o quotidiano do Iraque.
Um dos ataques mais violentos imputados à al Qaeda foi o atentado de Fevereiro de 2006 contra o santuário xiita de Samarra. Este ataque espoletou uma vaga de conflitos sectários que deixaram o Iraque à beira de uma guerra civil.
No Iraque de 2008, é agora o Irão que encaixa o grosso das acusações da Administração Bush. Embora teça elogios à crescente capacidade das tropas norte-americanas no combate a grupos extremistas, Hayden alega que os progressos são minados de forma consistente pelo regime de Teerão, através do apoio – em dinheiro e armas – a milícias xiitas.
Bin Laden e Al-Zawahiri no topo da lista dos mais procurados
Na entrevista ao jornal, o director da CIA salienta que a captura de Bin Laden e do seu lugar-tenente, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, continua a constituir uma prioridade para os serviços secretos e estruturas militares dos Estados Unidos. A tarefa, argumenta Hayden, tem sido dificultada pelo facto de as forças norte-americanas estarem formalmente impedidas de actuar nos locais remotos onde poderá estar refugiada a liderança da rede – as regiões fronteiriças entre Afeganistão e Paquistão.
No entanto, sublinha, “a capacidade de matar e capturar membros-chave da al Qaeda mantém-se e impede-os de se reequilibrarem, mesmo no seu melhor refúgio ao longo da fronteira entre Afeganistão e Paquistão”.
Três elementos de topo eliminados
Segundo Michael Hayden, a liderança global da al Qaeda perdeu já três elementos-chave desde o início de 2008. Dois deles sucumbiram “à violência”, acrescentou, sem indicar nomes.
Por outro lado, a al Qaeda estará a enfrentar dificuldades nas “actividades de treino” na sensível fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
Hayden alerta para riscos da complacência
Sem embargo da avaliação positiva, o director da CIA não esconde a sua preocupação com o que considera ser o risco de uma complacência crescente; em suma, de um retorno ao “estado de espírito” anterior aos atentados de 11 de Setembro de 2001.
“O facto de termos mantido [os norte-americanos] a salvo durante quase sete anos levou-os a um estado de espírito em que a segurança é normal. A nossa visão é esta: a segurança é conquistada com dificuldade, a cada 24 horas”.