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Diretor de empresa estatal de zona económica vizinha de Macau acusado de corrupção

Diretor de empresa estatal de zona económica vizinha de Macau acusado de corrupção

O antigo diretor-geral de uma empresa estatal responsável pelo desenvolvimento da zona económica especial de Hengqin (Ilha da Montanha), Wu Puseng, foi acusado de corrupção e expulso do Partido Comunista Chinês (PCC).

Lusa /

A Comissão Municipal para a Inspeção Disciplinar e Supervisão de Zhuhai, cidade chinesa vizinha de Macau e que pertence à zona especial, informou num comunicado que Wu foi acusado de "aceitar presentes, ofertas em numerário e vales de presente", além de "ter abusado da sua autoridade pública ao interferir e intrometer-se indevidamente em atividades da economia de mercado".

Wu foi também acusado de "envolver-se numa prática generalizada de troca de poder por dinheiro" e "explorar as facilidades" proporcionadas pelo seu cargo e autoridade para obter benefícios para terceiros, "como contratos de construção, enquanto aceitava ilegalmente bens de valor substancial".

A mesma entidade acrescentou ainda que Wu Puseng perdeu "os seus ideais e convicções", "abandonou as suas aspirações e missão originais", "falhou em manter-se leal e honesto" perante o partido, e "ultrapassou o limite da integridade".

Por isso decidiu-se expulsar Wu Puseng do PCC, confiscar os rendimentos de violações disciplinares e legais e transferir o processo para o Ministério Público, para "revisão e acusação nos termos da lei, juntamente com todos os bens relevantes", anunciou a comissão.

A Zhuhai Da Hengqin Group foi estabelecida em 2009 pelo município de Zhuhai para apoiar o desenvolvimento da Ilha da Montanha, estando envolvida em infraestrutura urbana, turismo, cultura, finanças, tecnologia e desenvolvimento comercial.

A área de cerca de 106 quilómetros quadrados foi transformada em 2021 por Pequim numa zona económica especial gerida conjuntamente pela província de Guangdong e por Macau, e tem como objetivo apoiar a diversificação económica da cidade chinesa semiautónoma.

A sua subsidiária em Macau é responsável por gerir o Centro de Incubação de Jovens Empreendedores de Macau, uma entidade criada pelo Governo de Macau em 2015 para apoiar o empreendedorismo juvenil.

As acusações contra Wu Pusheng são semelhantes às dirigidas a Hu Jia, antigo presidente da Da Heng Qin Investment, refletindo a contínua campanha anticorrupção.

Em maio do ano passado, Hu Jia, antigo presidente do grupo empresarial, foi acusado de violações disciplinares e legais e colocado sob investigação pela Comissão Municipal para a Inspeção Disciplinar e Supervisão de Zhuhai.

Poucos meses depois deste caso ser revelado, a empresa passou por uma reestruturação acionista e é agora maioritariamente detida pelo grupo estatal Zhukuan, numa decisão justificada na altura na estratégia de Zhuhai de consolidar e reorganizar as suas empresas públicas, alinhando-se com diretrizes nacionais.

Após chegar ao poder em 2012, o Presidente chinês, Xi Jinping, iniciou uma campanha anticorrupção que já resultou na condenação de dezenas de altos responsáveis por aceitarem subornos milionários.

Só em 2025, a justiça da China tratou 36 mil casos envolvendo 40 mil pessoas por corrupção, subornos e outros crimes relacionados com o exercício de cargos públicos, o que representa um aumento de 22,4%.

 

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