Djokhar Tsarnaev afirma-se inocente do atentado da maratona de Boston

O único acusado do atentado de Boston no passado dia 15 de abril, Djokhar Tsarnaev, afirmou-se inocente de todas as acusações. Vestido com um macacão cor-de-laranja, algemado de pés e mãos, Tsarnaev, de 19 anos, compareceu pela primeira perante um juiz, numa sala de audiências repleta de vítimas do atentado e de jornalistas.

RTP /
Djokhar Tsarnaev tem pendentes contra si mais de 30 acusações relacionadas com o atentado na maratona de Boston de 15 de abril de 2013 Reuters

Djokhar é acusado de, juntamente com o irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, ter feito explodir bombas artesanais, feitas com panelas de pressão, junto à meta da maratona de Boston.

O atentado matou três pessoas, ferindo e mutilando outras 264. Tamerlan e Djokhar terão ainda morto um polícia num campus universitário três dias depois, quando tentavam fugir de Boston.

Tamerlan acabou por morrer num tiroteio com as forças da ordem quando os irmãos foram cercados num bairro da periferia da cidade americana. Djokhar foi capturado depois, quando tentava esconder-se num barco, gravemente ferido.

No dia 23 de abril, interrogado pelas autoridades, Djokhar terá admitido a autoria do atentado, rementendo para motivos religiosos.

Os irmãos eram ambos muçulmanos criados nos Estados Unidos desde a adolescência.

Dezassete das 30 acusações pendentes contra Djokhar são passíveis da pena de morte.

Os dois irmãos foram identificados graças a imagens vídeo, onde caminham nas ruas ao longo da maratona, carregando mochilas com caraterísticas semelhantes a alguns vestígios encontrados no local das explosões.

As autoridades, contudo, não anunciaram nenhuma pista concreta sobre a identidade dos dois irmãos, antes da morte do polícia no campus e da fuga dos Tsarnaev.

A investigação posterior revelou uma aparente radicalização islâmica de Tamerlan Tsarnaev que teria arrastado Djokhar para o fabrico das bombas e consequente atentado.

Um terceiro suspeito morreu abatido por agentes do FBI durante um interrogatório, um mês depois.
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