Dois anos e meio prisão moçambicano por roubo 200.000 dólares agência USAID
O moçambicano Muftar Ali foi condenado a 30 meses de prisão pelo roubo de 200 mil dólares da agencia de desenvolvimento internacional dos Estados Unidos (USAID) e da embaixada norte-americana em Maputo, disseram fontes judiciais.
Ali aguardava sentença desde 29 de Dezembro, quando se declarou culpado perante um tribunal federal norte-americano na cidade de Charleston, no estado da Carolina do Sul, das acusações de roubo.
Segundo fontes ligadas ao tribunal, a sentença foi proferida terça-feira.
O cidadão moçambicano foi preso em Setembro do ano passado na cidade de Charleston, para onde foi atraído com a oferta de um curso pago pelo Governo dos Estados Unidos.
O governo norte-americano nunca disse oficialmente porque é que Ali se havia deslocado na Carolina do Sul, mas afirmou na altura que a sua prisão "serve para mostrar que a fraude não será tolerada" e que o Executivo norte-americano seguirá uma politica "agressiva" ao levar a tribunal aqueles que "tentem cometer actos de fraude onde quer que estejam ou qualquer que seja a sua nacionalidade".
Ali trabalhou como "caixa" para a USAID até 2003, altura e que foi trabalhar para a embaixada dos Estados Unidos.
A acusação defendeu que o desvio da quantia foi cometido em duas ocasiões diferentes: entre 02 de Julho de 2003 e 10 de Outubro de 2003 e entre 13 de Outubro de 2003 e 06 de Junho de 2005.
Nessas ocasiões, disse a acusação, Ali "esteve envolvido num esquema sofisticado de fraude nas operações financeiras" da USAID e da embaixada que "resultaram no roubo de mais de 200 mil dólares do Governo dos Estados Unidos".
O cidadão moçambicano declarou-se culpado de todas as acusações.
Ali arriscava uma pena máxima de dez anos de prisão.
Dos 30 meses (dois anos e meio) a que foi condenado ser-lhe-á descontado o tempo que já cumpriu na prisão.
Após cumprida a pena Ali será deportado para Moçambique.