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Drones ucranianos voltam a atingir o porto russo de Ust-Luga

Drones ucranianos voltam a atingir o porto russo de Ust-Luga

Um ataque com drones, tendo como alvo o noroeste da Rússia, danificou o porto de Ust-Luga, no Mar Báltico, crucial para as exportações russas de hidrocarbonetos.

Cristina Sambado - RTP /
Vantor - Handout via Reuters

Alexander Drozdenko, governador de Ust-Luga, uma região localizada a várias centenas de quilómetros da linha da frente e cuja capital é São Petersburgo, avançou que 38 drones foram abatidos pelas defesas aéreas russas durante a noite.

Alexander Drozdenko não especificou a origem dos drones, mas a Ucrânia envia diariamente dezenas em retaliação pelos bombardeamentos diários realizados pelo exército do Kremlin contra o seu território há mais de quatro anos, visando sobretudo as infraestruturas energéticas.

"Há danos no porto de Ust-Luga", acrescentou o responsável no Telegram.
Ust-Luga, na costa sudeste do Golfo da Finlândia, é um extenso complexo de instalações de processamento de petróleo e terminais de exportação que movimentam petróleo bruto e derivados. 
Alexander Drozdenko acrescentou que três pessoas, incluindo duas crianças, receberam assistência médica devido a ferimentos e que vários edifícios foram danificados nos ataques da noite anterior.

Segundo a agência de notícias estatal TASS, foram cancelados aproximadamente 50 voos no aeroporto de São Petersburgo, a segunda maior cidade do paísQuinto ataque em dez dias
Kiev intensificou os ataques às infraestruturas de exportação de petróleo da Rússia no último mês, lançando os seus ataques com drones mais pesados em mais de quatro anos de guerra contra os portos bálticos de Ust-Luga e Primorsk.
As autoridades afirmam que Ust-Luga foi atingido nos dias 22, 25, 27, 29 e 31 de março, o que levou à suspensão das operações de exportação.

Pelo menos 40 por cento da capacidade de exportação de petróleo da Rússia foi interrompida devido a ataques com drones, segundo cálculos da Reuters com base em dados de mercado.

Três fontes do setor revelaram à Reuters que drones ucranianos atingiram instalações de carregamento de crude operadas pela Transneft, a empresa russa monopolista de oleodutos, no ataque mais recente.

Segundo a Reuters, o porto de Ust-Luga exportou 32,9 milhões de toneladas métricas de produtos petrolíferos no ano passado. Normalmente, movimenta cerca de 700 mil barris de crude por dia.
Autoridades europeias homenageiam vítimas do massacre de Butcha

Representantes de Estados-membros da União Europeia estão esta terça-feira na Ucrânia para homenagear as vítimas do massacre de Butcha, ocorrido em 2022, perto de Kiev, e para reafirmar o seu apoio ao país face ao contínuo bloqueio da Rússia a um empréstimo europeu crucial. O exército russo é acusado de cometer crimes de guerra atrozes em Butcha, em 2022. Dezenas de civis foram sumariamente executados na cidade após a sua libertação, no final de março de 2022.

Segundo Kiev, participam na homenagem autoridades de todos os Estados-membros, incluindo os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Itália, Polónia, Roménia, Irlanda, Suécia, Bulgária e dos países bálticos, bem como a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, anunciou na rede social X que chegou a Kiev com vários homólogos europeus, especificando que iriam participar numa reunião informal sobre assuntos externos.


Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Margus Tsahkna, revelou na mesma rede social que esteve em Butcha esta manhã.


"Passaram quatro anos desde a libertação da cidade: uma lembrança pungente das atrocidades ali descobertas e da necessidade de que a luta da Ucrânia pela liberdade e soberania, bem como o nosso apoio à Ucrânia, continuem", escreveu.

A diplomacia italiana anunciou também que o ministro, Antonio Tajani, participou nesta visita, que visa também prestar homenagem às vítimas civis em Irpin e Borodyanka, duas cidades próximas.
Apoio europeu em várias vertentes

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, a reunião informal irá abordar "a situação no campo de batalha, a segurança energética e o caminho da Ucrânia para a União Europeia".

O encontro vai ainda focar-se na situação no terreno "com o objetivo de otimizar o apoio europeu à Ucrânia nos setores militar, energético e de infraestruturas".

Em campanha eleitoral, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem vindo a bloquear há meses um empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia.

Kiev precisa de obter estes fundos, incluindo 60 mil milhões destinados ao exército, para financiar os seus esforços de guerra em 2026 e 2027 contra a invasão russa em grande escala prevista para 2022.
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