Ébola na RD Congo. Responsável da Médicos sem Fronteiras fala de situação muito grave

Ébola na RD Congo. Responsável da Médicos sem Fronteiras fala de situação muito grave

Passou uma semana desde que o surto de ébola na República Democrática do Congo foi detetado e confirmado pela Organização Mundial de Saúde.

RTP /
Reuters

No terreno, as organizações médicas humanitárias fazem o que podem contra um vírus agressivo e sem tratamento à espera da ajuda internacional. A dimensão do surto faz-se por aproximação, apontando para entre 500 e 700 casos suspeitos e 130 a 160 mortes até agora.

Trish Newport, a responsável pelo programa de emergência da organização da Médicos Sem Fronteiras, está no olho do furacão. Gere a resposta da organização ao ébola na província de Ituri - a mais atingida - no nordeste do país.

A situação é muito grave, admite a médica à jornalista Marta Pacheco.

Os Médicos Sem Fronteiras estão há duas décadas no terreno na província de Ituri - uma zona em conflito - o que torna o trabalho humanitário e de saúde um grande desafio.

Há muitos deslocados e as necessidades humanitárias são tão grandes
que a população acaba por negligenciar o surto de ébola.

É um dos efeitos que os Médicos Sem Fronteiras mais temem. Aconteceu assim no último surto da doença no país, em 2018.

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