Embaixador timorense Joaquim da Fonseca anuncia intenção de concorrer à presidência
O secretário-geral da Resistência Nacional dos Estudantes de Timor-Leste (Renetil), Joaquim da Fonseca, manifestou hoje intenção de concorrer às eleições presidenciais do país, salientando que a governação já não pode depender das "credenciais históricas da resistência".
Timor-Leste realiza eleições presidenciais no próximo ano, devendo o futuro presidente timorense tomar posse em 20 de maio de 2027, quando o país assinala 25 anos de restauração da independência.
"Tomo esta decisão após profunda reflexão sobre o estado da nossa nação e por um profundo senso de dever para o nosso país e o povo, do qual faço parte", afirmou o embaixador Joaquim da Fonseca, que assume atualmente funções como presidente da Comissão para a Verdade e a Reconciliação das Fiji.
"Embora honremos e veneremos para sempre os sacrifícios extraordinários feitos durante a nossa luta pela independência, a governação de um Estado moderno e democrático já não pode depender exclusivamente de credenciais históricas da resistência", disse Joaquim da Fonseca, em conferência de imprensa.
Segundo o diplomata, para garantir que o futuro seja próspero, os critérios de "seleção de liderança devem evoluir para a meritocracia, competência profissional, integridade técnica e um compromisso inabalável com o Estado de Direito".
Joaquim da Fonseca segue-se a Rui Araújo, antigo primeiro-ministro timorense, que também já anunciou a intenção de se candidatar às eleições presidenciais do próximo ano.