Empresa chinesa ZTE instala rede de telecomunicações para eleições angolanas

Empresa chinesa ZTE instala rede de telecomunicações para eleições angolanas

O governo angolano aprovou hoje a celebração de um contrato entre a empresa estatal Angola Telecom e a chinesa ZTE para a criação de uma rede de equipamentos de telecomunicações destinada a apoiar o processo eleitoral.

Agência LUSA /

O comunicado final da reunião do Conselho de Ministros não especifica o valor do contrato, mas esclarece que abrange a concepção, fornecimento, instalação e manutenção de uma rede de equipamentos de telecomunicações.

Esta rede, que vai apoiar o sistema eleitoral, permitirá melhorar as telecomunicações em 15 das 18 capitais provinciais de Angola, abrangendo ainda a instalação de uma rede intranet de banda larga.

Relativamente à preparação das próximas eleições em Angola, ainda sem data marcada, o governo angolano tomou hoje conhecimento dos modelos do cartão de eleitor, do boletim individual de recenseamento eleitoral e da credencial para os observadores nacionais e internacionais do processo de registo dos eleitores angolanos.

Na reunião, o Conselho de Ministros analisou ainda um relatório da Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (CIPE), nos termos do qual foi informado da existência de algumas questões em apreciação na Comissão Nacional Eleitoral (CNE) que "condicionam a aprovação pelo governo da data de início do registo eleitoral".

A CNE aprovou a 11 de Abril o programa de recenseamento eleitoral apresentado pelo governo, que prevê um período de seis meses para o registo dos eleitores angolanos, estimados em cerca de sete milhões de pessoas.

A aprovação pela CNE do programa de recenseamento dos eleitores angolanos era um passo necessário para que o governo possa anunciar a data para o início do processo.

Como o recenseamento eleitoral tem início um mês depois do seu anúncio, este processo apenas poderá começar na segunda metade de Junho, caso o governo faça o anúncio nos próximos dias, o que prolongará as actividades até Dezembro, em plena época das chuvas em Angola.

O início do recenseamento eleitoral deverá, no entanto, ser mais demorado, atendendo a que a CIPE apenas vai anunciar quinta-feira o início da campanha de recrutamento, selecção e formação dos cerca de 14 mil elementos que vão integrar as brigadas de recenseamento.

Este cenário inviabiliza a realização das próximas eleições angolanas ainda em 2006, como chegou a admitir o presidente José Eduardo dos Santos e foi recomendado pelo Conselho da República na reunião de Julho de 2004.

Numa intervenção proferida a 05 de Abril, durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Angola, o presidente José Eduardo dos Santos admitiu que as eleições terão lugar "o mais tardar" em 2007.


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