Encontrado cadáver que poderá ser o de norte-americano executado

Encontrado cadáver que poderá ser o de norte-americano executado

O cadáver de um homem de raça branca que poderá corresponder ao do norte-americano Eugene Armstrong, executado pelo grupo radical "Tawhid wal Jihad", foi encontrado no pátio de uma mesquita de Bagdad, informa hoje num comunicado o comando norte-americano na capital iraquiana.

Agência LUSA /

A nota refere que o corpo decapitado de um homem de traços caucasianos, envergando uma túnica laranja, foi atirado para o pátio de uma mesquita de um carro preto, marca BMW, que se afastou rapidamente do local.

O comunicado não precisa se o cadáver é o de Eugene Armstrong, sequestrado na passada quinta-feira, juntamente com um compatriota e um cidadão britânico, e decapitado pelos sequestradores, de acordo com um vídeo difundido segunda-feira à noite num site da Internet.

Em comunicado, o grupo Tawhid wal Jihad (Monoteísmo e Guerra santa), dirigido pelo radical jordano Abu Musab Al Zarqaui, ameaçou executar os outros dois reféns em 24 horas se os Estados Unidos não cumprirem as exigências feitas pelo grupo.

O mesmo grupo reivindicou a decapitação mostrada no vídeo, no qual um homem com olhos vendados que uma voz identifica como Eugene Amstrong é degolado, após a leitura de um comunicado por um de cinco militantes islâmicos colocados atrás do refém.

Zarqaui fixou no passado sábado um prazo de 48 horas para que fossem libertadas as mulheres iraquianas presas nos cárceres deste país, sem o que mataria os reféns.

Todavia, fontes militares norte-americanas asseguram que só há duas mulheres detidas, ambas altas funcionárias envolvidas nos programas de armamento do regime de Saddam Hussein.

O Tawhid wal Jihad, um dos grupos mais sangrentos do Iraque, já concretizou as suas ameaças noutras ocasiões.

Um funcionário de telecomunicações norte-americano, Nicholas Berg, foi decapitado em Maio e um mês mais tarde foi assassinado o tradutor sul-coreano Kim Sun Il.

Mais de 100 estrangeiros foram sequestrados no Iraque desde o passado mês de Abril por diferentes organizações e vários deles acabaram por ser assassinados.

Pelo menos seis ocidentais continuam nas mãos dos seus sequestradores: duas trabalhadoras humanitárias italianas, um norte- americano e um britânico e dois jornalistas franceses.

O grupo que sequestrou os dois franceses assegurou no sábado que os dois repórteres acederam a cobrir as acções da resistência em troca da sua liberdade, mas até agora os dois jornalistas não deram sinais de vida.


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