Última Hora
Regime iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de Ali Khamenei

Estados Unidos confiam em negociações com Rússia para paz duradoura

Estados Unidos confiam em negociações com Rússia para paz duradoura

A administração norte-americana felicitou hoje o povo da Ucrânia pelo 34.º aniversário da independência e manifestou confiança em negociações de paz com a Rússia que permitam uma paz duradoura.

Lusa /
Jeenah Moon - Reuters

"Acreditamos numa solução negociada que defenda a soberania ucraniana e garanta a sua segurança a longo prazo, levando a uma paz duradoura", afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, numa mensagem divulgada pelo Departamento de Estado.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende organizar uma cimeira entre Zelensky e o homólogo russo, Vladimir Putin, mas tem manifestado nos últimos dias impaciência sobre as posições Moscovo em relação a uma solução para a guerra.

Trump, que prometeu durante a campanha eleitoral acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas, já se reuniu com Putin no Alasca, em 15 de agosto, e com Zelensky e líderes europeus, três dias depois.

Uma das questões fulcrais é o das garantias de segurança para a Ucrânia, depois de o Memorando de Budapeste, de 1994, não ter impedido a Rússia de anexar a Península da Crimeia em 2014 e invadir o país vizinho em janeiro de 2022.

No memorando, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido deram garantias de segurança à Ucrânia, à Bielorrússia e ao Cazaquistão em troca do arsenal nuclear soviético estacionado no seu território e da adesão ao Tratado de Não-Proliferação.

Kiev tem recebido armamento ocidental desde a invasão russa, incluindo dos Estados Unidos, mas o jornal The Wall Street Journal revelou que Washington bloqueou o uso de mísseis de longo alcance para ataques dentro da Rússia.

Citando fontes do Pentágono (sede da Defesa), o jornal norte-americano noticiou no sábado que a limitação tem sido imposta desde a primavera, "limitando Kiev de usar uma arma poderosa na luta contra a invasão de Moscovo".

"O veto [...] aos ataques de longo alcance restringiu as operações militares da Ucrânia, uma vez que a Casa Branca tem procurado persuadir o Kremlin a iniciar negociações de paz", acrescentou o jornal, referindo-se às presidências norte-americana e russa.

Na mensagem sobre o dia da independência, Marco Rubio afirmou que "os Estados Unidos estão comprometidos com o futuro da Ucrânia como nação independente".

"Enquanto prestam homenagem à história da vossa nação, os Estados Unidos esperam continuar a construir a nossa parceria económica e de segurança para um futuro pacífico e próspero para ambas as nações", acrescentou Rubio.

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, vai participar nas comemorações do 34.º aniversário da independência da Ucrânia.

"Neste momento crítico da história desta nação, o Canadá reforça o apoio e os esforços em prol de uma paz justa e duradoura para a Ucrânia", disse Carney ao chegar a Kiev.

Zelensky anunciou nas redes sociais ter recebido mensagens de vários dirigentes, incluindo dos chefes de Estado da China, Estados Unidos, Turquia, Reino Unido e Vaticano.

 

Tópicos
PUB