Estados Unidos e China devem ser "parceiros, não rivais" defende Presidente chinês

Estados Unidos e China devem ser "parceiros, não rivais" defende Presidente chinês

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou hoje estar feliz por receber o homólogo norte-americano, Donald Trump, e afirmou que os dois países devem ser "parceiros, não rivais", apesar das múltiplas divergências.

Lusa /
Brendan Smialowski - AFP

"A cooperação beneficia ambas as partes, enquanto a confrontação prejudica as duas. Devemos ser parceiros, não rivais, devemos ajudar-nos mutuamente para alcançar o sucesso e prosperar em conjunto," disse Xi a Trump.

O líder chinês acrescentou que o mundo se encontra "numa encruzilhada", realçando ser necessário "uma nova via" de "boa convivência entre grandes potências nesta nova era".

Por seu lado, Trump prometeu a Xi um "futuro fabuloso" entre os Estados Unidos e a China, no início de uma cimeira entre as duas potências marcada por múltiplos desacordos e tensões globais.

"É uma honra estar ao seu lado. É uma honra ser seu amigo, e as relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca", afirmou Trump.

Donald Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o líder chinês Xi Jinping.

O líder norte-americano foi recebido esta manhã pelo Presidente chinês no Grande Salão do Povo, edifício na Praça Tiananmen que acolhe a Assembleia Nacional Popular, o parlamento do país.

Durante a visita, Trump vai deslocar-se também ao Templo do Céu, complexo religioso do século XV, e participa num banquete de Estado.

A Casa Branca insiste que a viagem visa alcançar resultados concretos, nomeadamente compromissos chineses de compra de soja, carne bovina e aviões norte-americanos, além da criação de um Conselho de Comércio para resolver diferendos.

Contudo, não foram avançados detalhes sobre possíveis acordos, numa altura em que os laços económicos de Pequim com o Irão complicam as negociações.

A ofensiva lançada pelos EUA e Israel levou o Irão a bloquear o estreito de Ormuz, com petroleiros e navios de gás natural retidos, provocando a subida dos preços da energia e ameaçando o crescimento global.

Entre os temas em discussão contam-se o Irão, comércio bilateral, Taiwan e até um eventual acordo tripartido de armas nucleares entre Washington, Pequim e Moscovo.

Os EUA e a China alcançaram no ano passado uma trégua comercial que suspendeu tarifas elevadas.

A Casa Branca já afirmou existir interesse mútuo em prolongar o acordo, embora não esteja claro se será anunciado durante esta visita.

A questão de Taiwan pesa também na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.

Na delegação que acompanha Trump estão o chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o secretário da Defesa Pete Hegseth, além dos filhos do Presidente, Eric e Lara Trump, o dono da SpaceX e da rede social X, Elon Musk.

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