Estados Unidos retiram sanções contra Francesca Albanese
O Governo norte-americano retirou na quarta-feira as sanções impostas contra Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para os territórios palestinianos ocupados.
A decisão ocorre uma semana depois de um juiz federal de Washington ter suspendido as medidas impostas pela Administração do Presidente Donald Trump em 2025 contra a advogada italiana.
A atualização publicada pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro retirou o nome de Albanese da lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN), anulando a proibição de entrada da relatora nos Estados Unidos e cancelando as restrições financeiras impostas contra a italiana.
A 13 de maio, um tribunal federal de Washington suspendeu temporariamente as sanções, considerando que estas constituíam possivelmente uma restrição inconstitucional que violava a liberdade de expressão.
A família de Albanese, residente nos Estados Unidos, tinha denunciado as medidas impostas por Trump, considerando que a relatora tinha visto a sua vida pessoal limitada, sem poder aceder à sua casa em Washington, onde reside a filha, cidadã norte-americana.
A Administração norte-americana impôs sanções contra Albanese em julho de 2025, no âmbito do programa de medidas relacionadas com o Tribunal Penal Internacional (TPI), depois de a relatora ter criticado a ofensiva israelita em Gaza e solicitado a investigação de possíveis crimes de guerra cometidos por autoridades israelitas e norte-americanas.
Washington acusou então a especialista da ONU de promover ações contra aliados e funcionários dos EUA perante tribunais internacionais.
A revogação das sanções pelo Tesouro contradiz a posição do secretário de Estado, Marco Rubio, que num comunicado emitido em fevereiro passado considerou Albanese como alguém que propagava uma "guerra jurídica" contra os Estados Unidos.