EUA atribuem crise migratória em Ceuta a "políticas de extrema-esquerda" de Madrid
A Casa Branca atribuiu hoje às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta, onde milhares de pessoas vindas de Marrocos atravessaram irregularmente a fronteira para território espanhol.
"O Presidente [Donald] Trump há muito que alerta a Europa para as consequências de continuar a implementar políticas globalistas de extrema-esquerda, como a facilitação da migração em massa. Espanha e outros países que adotaram esta filosofia destrutiva devem corrigir imediatamente o rumo ou correm o risco da sua própria ruína", disse à EFE a secretária de imprensa da Casa Branca, Ana Kelly.
Milhares de pessoas entraram em Ceuta, enclave espanhol no norte de África, por via terrestre ou a nado, numa crise migratória sem precedentes nos últimos cinco anos, que provocou o caos na fronteira e levou ao colapso dos serviços de acolhimento da cidade.
Tanto Espanha como Marrocos atribuíram esta crise em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países.
Os dois governos anunciaram também um acordo para o repatriamento, "o antes possível", das pessoas que entraram em Ceuta de forma irregular nos últimos dias.
O comissário Europeu para o Interior e Migração, o austríaco Magnus Brunner, falou hoje com o ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, a quem transmitiu "a disponibilidade da UE" para aumentar esta colaboração.
O responsável também afirmou que estão em contacto com as autoridades marroquinas "para garantir que todos os esforços necessários são feitos para evitar estas viagens perigosas".
A nova crise começou com a chegada gradual de jovens que, desde o início da semana, tentaram alcançar Ceuta a nado, sem que as forças de segurança marroquinas o impedissem.
Nas últimas horas, contudo, vários milhares de pessoas, na maioria jovens, concentraram-se na cidade fronteiriça de Fnideq (antiga Castillejos).
Marrocos não divulgou dados oficiais sobre o número de detidos, pessoas resgatadas ou mortos por afogamento no mar durante esta crise.
O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, vai deslocar-se na sexta-feira a Ceuta, cidade autónoma que pediu ao Governo espanhol o encerramento da fronteira com Marrocos de forma "urgente e inadiável".