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EUA expulsam dirigente brasileiro após detenção de ex-chefe dos serviços secretos de Bolsonaro

EUA expulsam dirigente brasileiro após detenção de ex-chefe dos serviços secretos de Bolsonaro

O Governo dos Estados Unidos (EUA) expulsou o adido de segurança do Brasil, acusando-o de manipular o sistema de imigração para facilitar a detenção do chefe dos serviços secretos brasileiros.

Lusa /
Shutterstock

Ivo de Carvalho, que funcionava como elo de ligação com as autoridades de imigração dos EUA - conhecido como ICE -, vivia em Miami, onde recebeu uma ordem para sair do país, disse na segunda-feira o Departamento de Estado dos EUA.

"Nenhum estrangeiro pode manipular o nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender caças às bruxas políticas ao território dos EUA", declarou o departamento.

"Foi pedido ao funcionário brasileiro em questão" que abandone os EUA, acrescentaram as autoridades, na rede social X.

A medida surgiu quase uma semana depois da detenção do ex-deputado federal "bolsonarista" e antigo chefe dos serviços secretos brasileiros Alexandre Ramagem por parte do ICE.

A detenção aconteceu em 13 de abril, em Orlando, no estado da Flórida (sudeste dos Estados Unidos).

A polícia brasileira descreveu a detenção de Alexandre Ramagem como resultado de uma cooperação policial internacional com as autoridades norte-americanas.

Ivo de Carvalho era o coordenador das relações entre a representação diplomática brasileira nos Estados Unidos e o ICE.

Foragido da justiça brasileira, Alexandre Ramagem, de 53 anos, foi condenado em setembro de 2025 a 16 anos de prisão, no mesmo processo que Jair Bolsonaro, pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil. 

Ambos foram considerados culpados de conspirar para manter o ex-líder no poder, apesar da derrota nas eleições de 2022 frente ao atual Presidente, o líder de esquerda Lula da Silva.

Segundo a polícia brasileira, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil em setembro, através da Guiana, sem passar pelos controlos de imigração, e entrou nos EUA com um passaporte diplomático, de acordo com a imprensa brasileira. 

O Brasil solicitou oficialmente a extradição de Ramagem em dezembro.

Alexandre Ramagem foi solto dois dias após ter sido detido. Na altura, agradeceu ao Governo do Presidente norte-americano Donald Trump pela libertação e disse estar em situação regular no país.

Ramagem disse ainda que foi detido por uma questão migratória e que entrou no país de forma "perfeitamente regular".

"Eu entrei nos Estados Unidos, em setembro do ano passado, de forma perfeitamente regular, passaporte válido, visto válido, sem condenação nenhuma. Em seguida entramos com o pedido de asilo".

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