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EUA lançam investigação sobre microplásticos e os efeitos no corpo humano

EUA lançam investigação sobre microplásticos e os efeitos no corpo humano

Os Estados Unidos (EUA) vão lançar um programa em todo o território norte-americanoa para medir, investigar e eliminar, de forma acessível, os microplásticos e nanoplásticos que se infiltram no corpo humano.

Lusa /
Foto: Ken Cedeno - Reuters

A iniciativa, que foi anunciada na quinta-feira pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) dos EUA, terá um orçamento inicial de 144 milhões de dólares (125 milhões de euros).

O secretário para a Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., alertou que as partículas constituem "uma ameaça crescente" para a saúde humana.

Os cientistas definem os microplásticos como partículas minúsculas, derivadas de resíduos plásticos e que não podem ser completamente removidas pelos métodos tradicionais de filtragem de água.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os microplásticos, com menos de 5 milímetros, movem-se facilmente na natureza e foram detetados no corpo humano e noutros organismos.

"Os norte-americanos merecem respostas claras sobre a forma como os microplásticos no seu corpo afetam a sua saúde. Através deste programa, vamos medir a exposição aos microplásticos, identificar as fontes de risco e desenvolver soluções específicas para a reduzir", acrescentou Robert F. Kennedy Jr.

A iniciativa, denominada Systematic Targeting of Microplastics (`Identificação sistemática de microplásticos`), será gerida pela Agência de Projetos de Investigação Avançada em Saúde do HHS.

Também na quinta-feira, o administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Lee Zeldin, anunciou que os microplásticos foram adicionados à lista de materiais poluentes.

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