Mundo
EUA querem participação da NATO no combate ao narcotráfico afegão
A Administração norte-americana juntou-se hoje ao Governo afegão num apelo à participação das tropas da Aliança Atlântica no combate ao narcotráfico no Afeganistão. Washington alerta que o esforço de guerra das forças taliban está ser custeado pelo ópio, que gera receitas anuais de 60 a 80 milhões de dólares.
O apelo conjunto foi deixado durante um almoço de trabalho em Budapeste com a presença dos ministros da Defesa dos 26 países-membros da NATO.
“O tráfico de droga não é apenas corrosivo para a boa governação, por causa do seu contributo para a corrupção, mas financia directamente as pessoas que matam afegãos, americanos e os nossos parceiros da coligação”, afirmou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.
Os argumentos do homem forte do Pentágono foram secundados pelo ministro afegão da Defesa. Abdul Rahim Wardak exortou os homólogos da Aliança Atlântica a apoiarem “os esforços no quadro da campanha contra o tráfico de estupefacientes”.
Cepticismo
A perspectiva de um alargamento do mandato da Força de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF) é encarada com desconfiança por países como a Alemanha, Espanha e Itália.
Os adversários da ideia temem que o contingente de 50.700 operacionais da ISAF acabe por perder o rumo de uma missão que tem por objectivo último criar as condições necessárias à transferência de responsabilidades para as forças regulares afegãs.
Já o Governo francês vê com bons olhos a possibilidade de empenhar as tropas da NATO no combate ao narcotráfico, desde que Cabul assegure a maior fatia de responsabilidade.
O Afeganistão é responsável pela produção de 92 por cento do ópio e da heroína que circulam em todo o Mundo.
“Se tivermos a possibilidade de perseguir os barões da droga e os laboratórios e de tentar interromper este fluxo de dinheiro para os taliban, parece-me que essa será uma tarefa de segurança legítima”, sustentou Robert Gates em Budapeste.
A par da exigência de uma readaptação do mandato da ISAF, o secretário norte-americano da Defesa promete insistir junto dos aliados no sentido de um reforço dos contingentes militares destacados para território afegão.
Na terça-feira, o Governo de Berlim aprovou o envio de mais mil soldados para o Afeganistão, elevando para 4.500 o número de militares alemães integrados na ISAF.
Gates fala de um “claro sinal” de que os aliados estão disponíveis para expandir a missão, ainda que o reforço do contingente alemão não seja acompanhado de uma resposta positiva a outro dos pedidos de Washington – o destacamento de soldados alemães para as operações de combate no Sul do Afeganistão.
Responsáveis militares excluem solução militar
O apelo de Washington e Cabul surge numa altura em que algumas patentes militares da NATO começam a pôr em causa o cenário de uma vitória conclusiva sobre a guerrilha taliban.
Em entrevista ao jornal britânico Sunday Times, o mais alto graduado britânico no Afeganistão mostrou-se convicto de que não é possível “ganhar a guerra”.
“Nós não vamos ganhar esta guerra. Trata-se de reduzir o conflito para um nível de insurreição que possa ser gerido e que não seja uma ameaça estratégica”, afirmou o general Mark Carleton-Smith.
Na mesma linha, o general Jean-Louis Georgelin, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, corroborou “totalmente” a avaliação do responsável britânico, descartando “uma solução militar para a crise afegã”.
“O tráfico de droga não é apenas corrosivo para a boa governação, por causa do seu contributo para a corrupção, mas financia directamente as pessoas que matam afegãos, americanos e os nossos parceiros da coligação”, afirmou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.
Os argumentos do homem forte do Pentágono foram secundados pelo ministro afegão da Defesa. Abdul Rahim Wardak exortou os homólogos da Aliança Atlântica a apoiarem “os esforços no quadro da campanha contra o tráfico de estupefacientes”.
Cepticismo
A perspectiva de um alargamento do mandato da Força de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF) é encarada com desconfiança por países como a Alemanha, Espanha e Itália.
Os adversários da ideia temem que o contingente de 50.700 operacionais da ISAF acabe por perder o rumo de uma missão que tem por objectivo último criar as condições necessárias à transferência de responsabilidades para as forças regulares afegãs.
Já o Governo francês vê com bons olhos a possibilidade de empenhar as tropas da NATO no combate ao narcotráfico, desde que Cabul assegure a maior fatia de responsabilidade.
O Afeganistão é responsável pela produção de 92 por cento do ópio e da heroína que circulam em todo o Mundo.
“Se tivermos a possibilidade de perseguir os barões da droga e os laboratórios e de tentar interromper este fluxo de dinheiro para os taliban, parece-me que essa será uma tarefa de segurança legítima”, sustentou Robert Gates em Budapeste.
A par da exigência de uma readaptação do mandato da ISAF, o secretário norte-americano da Defesa promete insistir junto dos aliados no sentido de um reforço dos contingentes militares destacados para território afegão.
Na terça-feira, o Governo de Berlim aprovou o envio de mais mil soldados para o Afeganistão, elevando para 4.500 o número de militares alemães integrados na ISAF.
Gates fala de um “claro sinal” de que os aliados estão disponíveis para expandir a missão, ainda que o reforço do contingente alemão não seja acompanhado de uma resposta positiva a outro dos pedidos de Washington – o destacamento de soldados alemães para as operações de combate no Sul do Afeganistão.
Responsáveis militares excluem solução militar
O apelo de Washington e Cabul surge numa altura em que algumas patentes militares da NATO começam a pôr em causa o cenário de uma vitória conclusiva sobre a guerrilha taliban.
Em entrevista ao jornal britânico Sunday Times, o mais alto graduado britânico no Afeganistão mostrou-se convicto de que não é possível “ganhar a guerra”.
“Nós não vamos ganhar esta guerra. Trata-se de reduzir o conflito para um nível de insurreição que possa ser gerido e que não seja uma ameaça estratégica”, afirmou o general Mark Carleton-Smith.
Na mesma linha, o general Jean-Louis Georgelin, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, corroborou “totalmente” a avaliação do responsável britânico, descartando “uma solução militar para a crise afegã”.