EUA reafirmam compromisso "inquebrável" com Taiwan antes de reunião Trump-Xi
O compromisso dos Estados Unidos com a autodefesa de Taiwan é "inquebrável", afirmou hoje um diplomata norte-americano, num contexto de expectativa em torno da reunião de maio entre os presidentes norte-americano e chinês em Pequim.
Em declarações citadas pela agência de notícias CNA, o diretor do Instituto Americano em Taiwan (AIT) - a embaixada de facto dos Estados Unidos -, Raymond Greene, afirmou que Washington defende a criação de um ambiente em que ambos os lados do estreito de Taiwan "possam resolver as suas diferenças de forma pacífica e sem coação".
"Para alcançar esse objetivo, consideramos que o diálogo e a dissuasão são duas faces da mesma moeda (...). Continuamos a apoiar os esforços de Taiwan para adquirir capacidades de defesa essenciais", afirmou Greene durante um jantar organizado pela Câmara de Comércio Americana em Taiwan.
Estas declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que viajará à China nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com o homólogo, Xi Jinping, uma visita inicialmente prevista para o final de março e início de abril, mas adiada devido à guerra no Irão.
Entre os temas que poderão ser abordados no encontro está a venda de armamento a Taipé: numa conversa telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "lidar com prudência" com o envio de armas para Taiwan, sublinhando que a ilha constitui a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.
As autoridades de Pequim consideram Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e não excluem o uso da força para assumir o seu controlo, uma posição rejeitada pelo Governo taiwanês, que sustenta que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.
Há mais de sete décadas que os Estados Unidos se encontram no centro da disputa entre ambas as partes, sendo o principal fornecedor de armamento a Taipé e podendo defender o território em caso de conflito com Pequim, apesar de não manter relações diplomáticas formais com a ilha.