Exército da Colômbia anuncia libertação de 39 pessoas sequestradas pela guerrilha
O exército colombiano anunciou hoje a libertação de 39 pessoas raptadas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), organização guerrilheira mais antiga das Américas, no noroeste da Colômbia.
Dois soldados morreram durante a operação e outros cinco ficaram feridos quando os rebeldes detonaram um engenho explosivo, segundo a mesma fonte.
Imagens divulgadas pelos meios de comunicação colombianos, supostamente do local do sequestro, mostram um intenso tiroteio.
O sequestro ocorreu na região de Chocó, na costa do Oceano Pacífico e na fronteira com o Panamá, onde o ELN tem forte presença e garante financiamento através do narcotráfico e da mineração ilegal.
Segundo relatos iniciais, todos os reféns eram civis que viajavam de autocarro na região.
Segundo o relatório mais recente da fundação Ideas para la Paz, publicado em janeiro de 2026, o ELN contava com 6.810 combatentes em 2025, mais 9% face ao ano anterior.
Inspirado em Che Guevara e ativo desde 1964, o ELN não participou no histórico acordo de paz de 2016, que desarmou a maioria das FARC, outra organização guerrilheira colombiana.
Além de atuar em Chocó, o grupo guerrilheiro mantém influência no nordeste e no sudoeste do país.
O governo do Presidente Gustavo Petro, ex-guerrilheiro da extinta organização M-19, tentou, sem sucesso, negociar a paz com o ELN, ao assumir o cargo em 2022.
Esse esforço foi definitivamente inviabilizado em janeiro de 2025, quando confrontos entre o ELN e dissidentes das FARC causaram mais de 100 mortes e provocaram a deslocação forçada de dezenas de milhares de pessoas em Catatumbo, região no nordeste do país fronteira à Venezuela.
Na Colômbia, o sequestro praticado por narcotraficantes é uma prática comum que marcou a campanha presidencial deste ano.
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, promete endurecer a política de segurança e lançar bombardeamentos em massa contra forças insurgentes.