Existem cada vez menos países seguros para jornalistas, alertam Repórteres Sem Fronteiras

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Existem cada vez menos países seguros para jornalistas, alertam Repórteres Sem Fronteiras

Reuters

O relatório anual publicado esta quinta-feira pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) refere que a liberdade de imprensa tem continuado a deteriorar-se em muitos países, "onde o ódio aos jornalistas se transformou em violência".

De acordo com a edição de 2019 do `ranking` mundial da liberdade de imprensa, elaborado pela RSF, apenas 24 por cento dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada "boa" ou "relativamente boa".

No relatório pode ler-se que "o número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a atividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação".

A ONG observou "um aumento dos riscos" e, como resultado, "um nível de medo sem precedentes em determinados lugares". Assédio, ameaças de morte e detenções arbitrárias são cada vez mais frequentes.

O relatório também mostra o lado menos negativo referenciado que, pelo terceiro ano consecutivo, a Noruega parece ser o país mais favorável ao desenvolvimento da liberdade de imprensa, enquanto a Finlândia subiu duas posições para o segundo posto. A Suécia ocupa o terceiro lugar.

A RSF também destacou o progresso da Etiópia, que subiu 40 lugares para 110.º, e da Gâmbia, que avançou 30 lugares para 92.º.

No outro extremo, o Turquemenistão, cujo regime não deixou de reforçar o controlo da imprensa e continua a perseguir os últimos correspondentes clandestinos da comunicação social no exílio, retirou a última posição à Coreia do Norte.

O jornalista José Milhazes, especialista em assuntos asiáticos, não fica surpreendido com o lugar ocupado pelo Turquemenistão, considerado o país mais perigoso do mundo para os jornalistas. O jornalista refere mesmo que a situação da falta de liberdade de imprensa no Turquemenistão não vá melhorar a curto prazo.

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