Mundo
Irão, tarifas e tecnologia em debate. Expetativa elevada para visita de Trump à China
O presidente norte-americano chega esta quarta-feira a Pequim, para cumprir a visita - inicialmente prevista para março e adiada devido à guerra no Médio Oriente - que representa uma oportunidade para as duas maiores economias do mundo reformularem a relação comercial.
As discussões económicas e comerciais entre as delegações dos Estados Unidos e da China começaram antes da chegada de Donald Trump, que se faz acompanhar de líderes do setor de tecnologia, incluindo Elon Musk, da Tesla, e Tim Cook, da Apple. Em cima da mesa estarão ainda temas como inteligência artificial e Taiwan.
O encontro entre os dois líderes, na quinta e na sexta-feira, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes. Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente.
É a primeira viagem de um presidente dos EUA à China desde 2017 e acontece num contexto de divergências geopolíticas entre os dois países, em particular devido ao Irão, parceiro próximo de Pequim. O conflito com Teerão é, aliás, um dos pontos na agenda das conversações entre Trump e Xi Jinping, depois de o Governo iraniano ter admitido que a China podia ser um bom intermediário nas conversações.
As relações comerciais devem, contudo, dominar as reuniões de dois dias, em Pequim, entre os dirigentes das duas maiores economias mundiais. Em 2025, Estados Unidos e China envolveram-se numa intensa guerra comercial com repercussões globais, marcada pela imposição de tarifas alfandegárias elevadas e múltiplas restrições, após o regresso de Trump à Casa Branca. "Mais estabilidade" nas relações internacionais
Horas antes de Donald Trump pisar território chinês, o Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros saudou a visita do presidente norte-americano, desejando reforçar a cooperação para injetar "mais estabilidade" nas relações internacionais.
"A China saúda a visita de Estado do presidente Trump", disse numa conferência de imprensa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.
Pequim garante estar preparado para trabalhar com Washington com vista a “expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência".
Sérgio Infante – Antena 1
O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou hoje um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos "não pode voltar ao passado" e pode ter "um futuro melhor", apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem "estabilidade" a um mundo “turbulento”.
A caminho da China, Trump afirmou que espera ser recebido com “um grande abraço” de Xi Jinping.
O encontro entre os dois líderes, na quinta e na sexta-feira, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes. Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente.
É a primeira viagem de um presidente dos EUA à China desde 2017 e acontece num contexto de divergências geopolíticas entre os dois países, em particular devido ao Irão, parceiro próximo de Pequim. O conflito com Teerão é, aliás, um dos pontos na agenda das conversações entre Trump e Xi Jinping, depois de o Governo iraniano ter admitido que a China podia ser um bom intermediário nas conversações.
As relações comerciais devem, contudo, dominar as reuniões de dois dias, em Pequim, entre os dirigentes das duas maiores economias mundiais. Em 2025, Estados Unidos e China envolveram-se numa intensa guerra comercial com repercussões globais, marcada pela imposição de tarifas alfandegárias elevadas e múltiplas restrições, após o regresso de Trump à Casa Branca. "Mais estabilidade" nas relações internacionais
Horas antes de Donald Trump pisar território chinês, o Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros saudou a visita do presidente norte-americano, desejando reforçar a cooperação para injetar "mais estabilidade" nas relações internacionais.
"A China saúda a visita de Estado do presidente Trump", disse numa conferência de imprensa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.
Pequim garante estar preparado para trabalhar com Washington com vista a “expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência".
Sérgio Infante – Antena 1
O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou hoje um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos "não pode voltar ao passado" e pode ter "um futuro melhor", apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem "estabilidade" a um mundo “turbulento”.
A caminho da China, Trump afirmou que espera ser recebido com “um grande abraço” de Xi Jinping.