Explosão de carro armadilhado no leste do Afeganistão
Um bombista suicida fez hoje explodir um carro armadilhado junto de uma coluna militar, no leste do Afeganistão, provocando ferimentos em três soldados norte-americanos, segundo um porta-voz da coligação em Cabul.
O ataque ocorreu na província de Khost, 100 quilómetros a sudeste de Cabul, capital afegã, adiantou o tenente norte-americano Tamara Lawrence, adiantando que o carro armadilhado explodiu à passagem de uma coluna militar, que seguia em direcção oposta.
Dois dos soldados foram transportados para instalações médicas, tendo o terceiro sofrido apenas ferimentos ligeiros.
O chefe do distrito de Sabari, Mirza Jan Nimgarai, confirmou que se tratou de um ataque suicida cometido com carro armadilhado, e que o atacante morreu.
Os atentados suicidas, que vitimam maioritariamente civis, têm- se intensificado no Afeganistão, desde o ano passado.
Domingo, um bombista suicida fez-se explodir em Kandahar, grande cidade do sul do Afeganistão, depois de se ter introduzido numa coluna militar canadiana.
Quatro transeuntes morreram e cerca de 12 ficaram feridos, não tendo qualquer militar sido atingido pela explosão.
Segunda-feira, o embaixador norte-americano em Cabul, Ronald Neumann, considerou, no entanto, que o recrudescimento da actividade de talibãs e a espiral de violência no sul do Afeganistão nada têm a ver com um eventual fracasso da política dos Estados Unidos.
"Esperamos um Verão e um Outono difíceis devido a um conjunto de razões, mas nenhuma relacionada com um eventual fracasso da política em curso", explicou, na altura, aos jornalistas o representante diplomático dos Estados Unidos.
Neumann admitiu que o móbil para o recrudescimento da actividade de talibãs poderá ser a substituição das tropas da coligação pela Força para a Assistência à Segurança (ISAF), da Aliança Atlântica (NATO).
Na opinião do embaixador, os rebeldes acreditam que haverá um aumento dos efectivos militares no terreno e querem pôr à prova os políticos ocidentais responsáveis pela decisão.
Segundo o diplomata, outro aspecto a ter em conta é a "erradicação da droga", sobretudo na província de Helmand, levando os traficantes a reagir.