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Felipe VI empossa Mariano Rajoy como presidente do Governo
Mariano Rajoy, líder do PP, foi esta segunda-feira empossado como presidente do Governo de Espanha pelo Rei Filipe VI no Palácio da Zarzuela, em Madrid. É o ponto final a dez meses de impasse político no país vizinho.
Foi a primeira vez que Felipe VI oficializou um ato de investidura de um presidente do Governo. Rajoy prestou juramento, como sexto presidente do executivo espanhol da época democrática, com uma mão sobre um exemplar da bíblia do século XVIII e a outra na Constituição.
Ana Felício, Miguel Cervan - RTP
“Juro cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao Rei e respeitar e fazer respeitar a Constituição, assim como manter em as deliberações do Conselho de Ministros”, afirmou o novo primeiro-ministro espanhol no Palácio da Zarzuela.
O líder do PP vai divulgar a composição do novo executivo na quinta-feira. A tomada de posse está agendada para o dia seguinte, numa cerimónia também presidida pelo monarca espanhol.
Mariano Rajoy tem 61 anos e é presidente do Governo desde 2011, quando foi eleito com maioria absoluta.
No sábado, Felipe VI assinou o Decreto Real com a nomeação de Mariano Rajoy para o cargo de presidente do Governo, minutos depois de ter recebido da presidente do Congresso dos Deputados, Ana Pastor, o resultado da votação: 170 deputados a favor, 111 contra e 68 abstenções.
PSOE absteve-se
O líder do PP recebeu no fim de semana a confiança do Parlamento para continuar a ser presidente do Governo, depois de o PSOE ter decidido abster-se para evitar a realização de novas eleições que deveriam penalizar os socialistas.
A investidura do atual chefe do Governo em gestão foi aprovada por 170 votos a favor dos deputados do Partido Popular (direita), do Ciudadanos (direita) e da Coligação Canárias (regional), tendo votado contra 111 da coligação Unidos Podemos (extrema-esquerda) e todos os partidos regionais, nacionalistas e independentistas.
Apesar da orientação dada no sentido da abstenção, 15 deputados do PSOE não respeitaram a disciplina do voto e voltaram a votar contra a investidura de Mariano Rajoy, entre os quais oito do grupo parlamentar principal e sete do PSC, o ramo do PSOE na Catalunha. Entre os deputados socialistas, duas deputadas próximas de Pedro Sánchez abstiveram-se usando a frase “Por obrigação” antes de indicar o seu voto.
Para evitar a disciplina de voto, o ex-líder do PSOE, Pedro Sánchez, renunciou ao lugar de deputado.
Os socialistas estão muito divididos. Sánchez deixou a liderança do partido a 1 de outubro, por não concordar com a maioria que decidiu que o PSOE se deveria abster para evitar umas terceiras eleições no espaço de um ano.
Na primeira votação de investidura, na quinta-feira, a candidatura de Mariano Rajoy foi chumbada pelos mesmos 170 votos a favor contra 180 de toda a esquerda (incluindo PSOE) e partidos regionais.
O líder do Partido Popular já tinha falhado uma primeira tentativa de investidura em setembro, quando apenas contou com o apoio do Ciudadanos e da deputada da Coligação Canária, tanto na primeira como na segunda votação e a oposição de todos os outros partidos.
Quatro anos muito difíceis
A seguir à votação no Congresso, Mariano Rajoy afirmou que “os últimos quatro anos foram muito difíceis […] há ainda muitas tarefas para realizar […] vamos tentar encontrar acordos com todos os partidos”.
“Espanha precisa de algo mais que uma investidura, necessita de um Governo capaz de governar. Não peço um cheque em branco, mas um Governo, que não é o mesmo. O voto de investidura não é uma rejeição de responsabilidade. Deve ser um compromisso de futuro e um compromisso para todos”, acrescentou.
Antes da votação, o líder do PP assegurou “que iria corrigir tudo o que mereça correção, a melhorar tudo o que for melhorável e a ceder em tudo o que sela razoável, mas não a derrubar tudo o que foi construído”.
“Não peço a lua. Peço um Governo previsível, que as suas linhas sejam conhecidas desde o princípio, para que todo o mundo saiba o que vai acontecer e o que não, e que todo o mundo saiba abster-se”, rematou.
Dez meses de impasse
O PP foi o partido mais votado, mas sem conseguir maioria absoluta, tanto nas eleições que se realizaram a 20 de dezembro de 2015 como nas eleições de 26 de junho, nas quais aumentou a percentagem de votantes e o número de deputados.
Em junho, o Partido Popular teve 33 por cento dos votos e elegeu 137 deputados, seguido do PSOE, com 22,7 por cento e 85 deputados, Unidos Podemos com 21,1 por cento e 71 deputados e Ciudadanos, com 13 por cento e 32 deputados.
Ana Felício, Miguel Cervan - RTP
“Juro cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao Rei e respeitar e fazer respeitar a Constituição, assim como manter em as deliberações do Conselho de Ministros”, afirmou o novo primeiro-ministro espanhol no Palácio da Zarzuela.
O líder do PP vai divulgar a composição do novo executivo na quinta-feira. A tomada de posse está agendada para o dia seguinte, numa cerimónia também presidida pelo monarca espanhol.
Mariano Rajoy tem 61 anos e é presidente do Governo desde 2011, quando foi eleito com maioria absoluta.
No sábado, Felipe VI assinou o Decreto Real com a nomeação de Mariano Rajoy para o cargo de presidente do Governo, minutos depois de ter recebido da presidente do Congresso dos Deputados, Ana Pastor, o resultado da votação: 170 deputados a favor, 111 contra e 68 abstenções.
PSOE absteve-se
O líder do PP recebeu no fim de semana a confiança do Parlamento para continuar a ser presidente do Governo, depois de o PSOE ter decidido abster-se para evitar a realização de novas eleições que deveriam penalizar os socialistas.
A investidura do atual chefe do Governo em gestão foi aprovada por 170 votos a favor dos deputados do Partido Popular (direita), do Ciudadanos (direita) e da Coligação Canárias (regional), tendo votado contra 111 da coligação Unidos Podemos (extrema-esquerda) e todos os partidos regionais, nacionalistas e independentistas.
Apesar da orientação dada no sentido da abstenção, 15 deputados do PSOE não respeitaram a disciplina do voto e voltaram a votar contra a investidura de Mariano Rajoy, entre os quais oito do grupo parlamentar principal e sete do PSC, o ramo do PSOE na Catalunha. Entre os deputados socialistas, duas deputadas próximas de Pedro Sánchez abstiveram-se usando a frase “Por obrigação” antes de indicar o seu voto.
Para evitar a disciplina de voto, o ex-líder do PSOE, Pedro Sánchez, renunciou ao lugar de deputado.
Os socialistas estão muito divididos. Sánchez deixou a liderança do partido a 1 de outubro, por não concordar com a maioria que decidiu que o PSOE se deveria abster para evitar umas terceiras eleições no espaço de um ano.
Na primeira votação de investidura, na quinta-feira, a candidatura de Mariano Rajoy foi chumbada pelos mesmos 170 votos a favor contra 180 de toda a esquerda (incluindo PSOE) e partidos regionais.
O líder do Partido Popular já tinha falhado uma primeira tentativa de investidura em setembro, quando apenas contou com o apoio do Ciudadanos e da deputada da Coligação Canária, tanto na primeira como na segunda votação e a oposição de todos os outros partidos.
Quatro anos muito difíceis
A seguir à votação no Congresso, Mariano Rajoy afirmou que “os últimos quatro anos foram muito difíceis […] há ainda muitas tarefas para realizar […] vamos tentar encontrar acordos com todos os partidos”.
“Espanha precisa de algo mais que uma investidura, necessita de um Governo capaz de governar. Não peço um cheque em branco, mas um Governo, que não é o mesmo. O voto de investidura não é uma rejeição de responsabilidade. Deve ser um compromisso de futuro e um compromisso para todos”, acrescentou.
Antes da votação, o líder do PP assegurou “que iria corrigir tudo o que mereça correção, a melhorar tudo o que for melhorável e a ceder em tudo o que sela razoável, mas não a derrubar tudo o que foi construído”.
“Não peço a lua. Peço um Governo previsível, que as suas linhas sejam conhecidas desde o princípio, para que todo o mundo saiba o que vai acontecer e o que não, e que todo o mundo saiba abster-se”, rematou.
Dez meses de impasse
O PP foi o partido mais votado, mas sem conseguir maioria absoluta, tanto nas eleições que se realizaram a 20 de dezembro de 2015 como nas eleições de 26 de junho, nas quais aumentou a percentagem de votantes e o número de deputados.
Em junho, o Partido Popular teve 33 por cento dos votos e elegeu 137 deputados, seguido do PSOE, com 22,7 por cento e 85 deputados, Unidos Podemos com 21,1 por cento e 71 deputados e Ciudadanos, com 13 por cento e 32 deputados.