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Ferro e Ácido Fólico são risco para crianças que possam sofrer paludismo

Ferro e Ácido Fólico são risco para crianças que possam sofrer paludismo

O ferro e o ácido fólico quando tomados como complementos alimentares por crianças das regiões de forte incidência de paludismo podem aumentar o risco de doenças graves e até mesmo de mortes, revela um estudo hoje publicado.

Agência LUSA /

No entanto, esse aumento do risco não tem relevância em certas zonas do Nepal onde o paludismo é extremamente raro, contrapõe um outro estudo igualmente publicado na revista "The Lancet" no passado sábado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para as Crianças (Unicef) recomendam que os complementos de ferro e de vitamina B9 (ácido fólico) sejam dadas a crianças com menos de dois anos nas regiões onde a anemia é frequente.

Mas dar esses complementos a crianças que não sofram de um défice de ferro "pode ser prejudicial" quando o paludismo é frequente.

O estudo, publicado na revista médica inglesa "The Lancet", incidiu sobre mais de 24.000 crianças com menos de três anos que viviam em Pemba, na Ilha de Zanzibar.

Divididas em três grupos, um terço recebeu ferro (12,5 mg por dia aos com mais de 11 meses, metade aos com menos) e vitamina B9, outro terço recebeu ferro, ácido fólico e zinco e um terço apenas placebo, medicamento sem qualquer efeito terapêutico.

O estudo foi interrompido em Agosto de 2003 quando se constatou um aumento de mortes ou de hospitalizações dentro dos grupos que recebiam o ferro e o ácido fólico. Dentro desses dois grupos o risco de hospitalização ou de morte aumentou cerca de doze por cento em relação ao grupo que tomava apenas placebo.

Num Segundo estudo, realizado em mais de 25.000 crianças nepalesas com idade compreendida entre um mês e três anos, numa região onde o paludismo é raro, não houve um aumento significativo de mortes entre as crianças que tomaram ferro e vitamina B9.

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