Filho de Sharon processado por corrupção arrisca cinco anos de prisão
O procurador-geral de Israel, Menahem Mazuz, decidiu hoje processar o deputado Omri Sharon, um dos filhos do primeiro-ministro Ariel Sharon, por crimes de corrupção que o podem condenar a cinco anos de prisão.
O caso remonta a 1999, quando Ariel Sharon conquistou a liderança do Likud e o cargo de primeiro-ministro a Benjamin Netanyahu.
Omri Sharon é acusado de violar a lei de financiamento de campanhas políticas, falsificação de documentos, abuso de confiança e perjúrio.
O filho do chefe de Governo israelita aceitou declarar-se culpado de parte das acusações e, diz a AFP, negoceia um acordo que o leve a cumprir apenas seis meses de trabalho comunitário.
Segundo a AFP, citando uma fonte judicial não identificada, Menahem Mazuz, pretenderá condená-lo a uma pena exemplar de nove meses de prisão.
Yaakov Galanti, porta-voz do gabinete do procurador-geral, citado pelo diário Haaretz, desmentiu, no entanto, a existência de quaisquer negociações em curso, tendo o ministério público recusado aligeirar a acusação.
Omri Sharon solicitou ao Parlamento o levantamento da sua imunidade para poder responder em tribunal.
"Apresentarei a minha posição em tribunal", escreveu Sharon na carta enviada ao chefe da bancada do Likud, Reuven Rivlin, ao presidente da comissão parlamentar, Roni Bar-On, e ao primeiro- ministro.