Finlândia não porá entraves mas poderá determinar alterações

Finlândia não porá entraves mas poderá determinar alterações

O recém-eleito primeiro-ministro da Finlândia garantiu esta segunda-feira que o seu país não irá dificultar os planos de ajuda a Portugal embora admita que as negociações que terá de encetar para a formação do novo governo possam vir a implicar alterações nesse plano.

RTP / Adicionar como fonte informativa
O dirigente conservador finlandês Jyrki Katainen, que chefiará o próximo governo Pekka Sipola, Epa

Jinky Katainen, ex-ministro das Finanças e atual primeiro-ministro eleito anunciou ir pedir a todos aqueles que vierem a fazer parte da futura coligação que governará nos próximos anos a Finlândia que aceitem “o pacote de ajuda a Portugal”.

Katainen realça a necessidade de o seu país ajudar na resolução dos problemas da Europa na qual se integra e não ajudar a criar ou aprofundar problemas.

A Coligação Nacional, liderada pelo partido conservador Kakoomus, foi o vencedor das eleições legislativas do passado domingo ao bater os seus rivais do partido social-democrata, por uma margem reduzida. Os vencedores conseguiram apenas eleger mais dois deputados que os filiados na Internacional Socialista.

Os seus 20,4% dos votos elegeram 44 dos 200 deputados do Eduskunta (parlamento finlandês). Os sociais-democratas tiveram 19,1% dos votos elegendo apenas 42 deputados ao parlamento nacional.

O grande vencedor destas eleições legislativas foi, no entanto, o partido da extrema-direita Perussuomalaiset (na tradução portuguesa “os verdadeiros finlandeses”). È que, nesta campanha eleitoral marcada pela ajuda externa a Portugal, e em que a extrema-direita assumiu a defesa da rejeição dessa ajuda, este partido que nas últimas eleições legislativas obtivera apenas 4% dos votos, conseguiu este domingo um resultado histórico ficando a uma décima dos social-democratas com 19,1% dos votos e assumindo-se como a terceira força política do país.

As eleições legislativas de domingo marcaram uma viragem significativa da Finlândia à direita e se os sociais-democratas e os centristas do Kesk que obtiveram 15,8% poderão ser os parceiros de coligação mais naturais para os conservadores, o certo é que, independentemente de qual seja a coligação que saia das próximas negociações políticas internas marcará um afastamento de Helsínquia em relação a Bruxelas
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