Mundo
"Flotilha de Gaza". Israel anuncia que ativistas detidos serão levados para a Grécia
Os ativistas pró-Palestina da "Flotilha de Gaza", detidos ao largo da costa de Creta pelo exército israelita, serão levados para a Grécia, e não para Israel, anunciou esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita.
As autoridades tinham inicialmente declarado que os 175 activistas detidos (211, segundo os organizadores da flotilha) em cerca de vinte embarcações, longe da costa israelita, estavam a caminho de Israel.
Mas "após um acordo com o governo grego, os civis transferidos dos navios da flotilha para uma embarcação israelita vão desembarcar na costa grega nas próximas horas", escreveu Gideon Saar no X.
"Agradecemos ao Governo grego a sua disponibilidade para acolher os participantes da flotilha", acrescentou.
Amnistia Internacional expressa sérias preocupações quanto à segurança dos cerca de 175 ativistas detidos arbitrariamente e que estão a ser transportados para Israel, depois de os seus navios terem sido abordados em águas internacionais perto da Grécia e de Israel ter bloqueado os seus canais de comunicação, impedindo-os de coordenar ou pedir ajuda.
Em 2025, a Amnistia Internacional documentou maus-tratos e abusos contra ativistas a bordo da Flotilha Global Sumud, detidos em outubro desse ano, após as forças militares israelitas terem intercetado os seus navios, incluindo privação de sono, negação de água potável e cuidados médicos.
Mas "após um acordo com o governo grego, os civis transferidos dos navios da flotilha para uma embarcação israelita vão desembarcar na costa grega nas próximas horas", escreveu Gideon Saar no X.
"Agradecemos ao Governo grego a sua disponibilidade para acolher os participantes da flotilha", acrescentou.
As autoridades gregas ainda não se pronunciaram. Vários governos europeus com cidadãos entre os detidos reagiram nas últimas horas.
Itália condena interceção "ilegal"
O gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, informou esta quinta-feira que o governo italiano exigiu a libertação imediata de todos os italianos que foram "detidos ilegalmente" na apreensão, por Israel, de navios de ajuda humanitária com destino a Gaza.
Israel intercetou as embarcações em águas internacionais perto da Grécia na noite de quarta-feira, uma ação que os organizadores - a Global SumudFlotilla - classificaram como um ato de pirataria contra barcos que transportavam ajuda humanitária para o enclave palestiniano devastado pela guerra.
Num comunicado conjunto, os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e da Itália afirmaram estar a acompanhar os acontecimentos com "profunda preocupação".
A declaração, que não mencionou Israel nominalmente, apelava ao "pleno respeito pelo direito internacional" e à abstenção de "ações irresponsáveis", acrescentando que os dois países estavam empenhados em garantir a segurança dos seus cidadãos.
Não foi divulgado o número de italianos ou alemães detidos.
O Governo de direita de Meloni tem sido um dos aliados mais próximos de Israel na Europa, mas nas últimas semanas tem criticado os ataques israelitas ao Líbano, que fizeram centenas de mortos e milhares de feridos.
No início deste mês, o governo suspendeu um acordo de cooperação em matéria de defesa com Israel devido aos acontecimentos no Médio Oriente.
Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega ter retido mantimentos para os mais de dois milhões de habitantes e classificou os ocupantes dos barcos da flotilha como "agitadores em busca de atenção".
Israel intercetou as embarcações em águas internacionais perto da Grécia na noite de quarta-feira, uma ação que os organizadores - a Global SumudFlotilla - classificaram como um ato de pirataria contra barcos que transportavam ajuda humanitária para o enclave palestiniano devastado pela guerra.
Num comunicado conjunto, os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e da Itália afirmaram estar a acompanhar os acontecimentos com "profunda preocupação".
A declaração, que não mencionou Israel nominalmente, apelava ao "pleno respeito pelo direito internacional" e à abstenção de "ações irresponsáveis", acrescentando que os dois países estavam empenhados em garantir a segurança dos seus cidadãos.
Não foi divulgado o número de italianos ou alemães detidos.
O Governo de direita de Meloni tem sido um dos aliados mais próximos de Israel na Europa, mas nas últimas semanas tem criticado os ataques israelitas ao Líbano, que fizeram centenas de mortos e milhares de feridos.
No início deste mês, o governo suspendeu um acordo de cooperação em matéria de defesa com Israel devido aos acontecimentos no Médio Oriente.
Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega ter retido mantimentos para os mais de dois milhões de habitantes e classificou os ocupantes dos barcos da flotilha como "agitadores em busca de atenção".
Amnistia Internacional expressa preocupação
Amnistia Internacional expressa sérias preocupações quanto à segurança dos cerca de 175 ativistas detidos arbitrariamente e que estão a ser transportados para Israel, depois de os seus navios terem sido abordados em águas internacionais perto da Grécia e de Israel ter bloqueado os seus canais de comunicação, impedindo-os de coordenar ou pedir ajuda.
Em 2025, a Amnistia Internacional documentou maus-tratos e abusos contra ativistas a bordo da Flotilha Global Sumud, detidos em outubro desse ano, após as forças militares israelitas terem intercetado os seus navios, incluindo privação de sono, negação de água potável e cuidados médicos.