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Forças moçambicanas anunciam reagrupamento da autoproclamada Junta Militar da Renamo

Forças moçambicanas anunciam reagrupamento da autoproclamada Junta Militar da Renamo

As Forcas de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique anunciaram hoje um reagrupamento da autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), grupo dissidente do braço armado do principal partido da oposição.

Lusa /

"A última informação que temos é de que recentemente houve eleições internas e foram nomeados novos dirigentes da Junta Militar. Quer dizer que este grupo, para todos os efeitos, continua" ativo, referiu o brigadeiro Chongo Vidigal, diretor de Operações no Ministério da Defesa.

O responsável falava aos jornalistas à margem de cerimónias militares na cidade da Beira.

Segundo referiu, as eleições decorreram na serra da Gorongosa, centro de Moçambique, apesar do silêncio a que o grupo se remeteu depois de o líder, Mariano Nhongo, ter sido abatido numa troca de tiros com forças policiais em outubro de 2021.

"Depois da morte do líder da Junta Militar, Mariano Nhongo, o quadro da situação alterou-se profundamente, mas não quer dizer que tenha terminado: quando se elimina um líder não quer dizer que a força deixou de existir", acrescentou.  

Chongo Vidigal disse que, por essa razão, as FDS mantêm-se empenhadas no "teatro operacional centro", numa alusão às províncias de Sofala e Manica, no centro de Moçambique.

"É verdade que fizemos algumas alterações em função da situação atual, mas ainda é um ponto que nos preocupa e estamos atentos", referiu.

"Estamos a monitorar" com "atividades operativas diárias para podermos inverter qualquer situação que possa vir a acontecer", concluiu.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo dissidente da principal força política de oposição, foi responsável por mais de 30 mortes em ataques armados no centro de Moçambique entre 2019 e outubro de 2021, mês em que Mariano Nhongo foi abatido.

O líder da junta contestava a liderança da Renamo e exigia a renegociação do acordo de paz assinado entre o principal partido da oposição e o Governo em agosto de 2019.

 

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