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Forças sírias abateram avião militar turco

Forças sírias abateram avião militar turco

O primeiro ministro turco Tayyp Erdogan desmentiu que tenha recebido já um pedido de desculpas de Damasco como tinha afirmado um jornal turco. O aparelho, um caça F-4, desapareceu esta manhã perto da fronteira entre os dois países. Há relatos de que as forças de segurança sírias reconheceram que o aparelho foi abatido pela sua defesa aérea, mas em conferência de imprensa à sua chegada a Ankara vindo do Rio de Janeiro, o primeiro ministro turco não confirmou nem desmentiu essa possibilidade.

RTP /
Turquia e Síria lançaram operações de busca e salvamento após um caça turco ter sido abatido pela defesa aérea síria www.news.cn

Tyyp Erdogan afirmou não poder confirmar nenhuma informação sobre o sucedido, desde o local onde caiu o aparelho, se este foi abatido ou não nem o paradeiro dos dois pilotos e se foram capturados pelas forças sírias.

"O chefe de estado maior general já fez o comunicado necessário sobre o avião desaparecido. Não posso dizer se este foi abatido no local onde caiu. Não é possível dizer isso sem conhecer os factos", afirmou Erdogan.

O primeiro ministro convocou uma reunião de crise em Ancara com todo o seu estado-maior, que deverá ter lugar ainda esta noite.
Nada quanto a desculpas
Segundo a agência noticiosa turca Anatolia participam da reunião de crise o chefe de estado maior general das forças armadas, o general Necdet Özel e diversos ministros, entre os quais o ministro do Interior Idris Naim Sahin, o ministro dos Negócios Estrangeiros Ahmet Davutoglu, o ministro da Defesa Ismet Yilmaz e o chefe dos serviços secretos, Hakan Fidan.

Erdogan confirmou que navios e helicopteros turcos estão a efetuar operações de busca, juntamente com navios sírios. Mas disse não saber de nenhum pedido de desculpas da Síria.

A informaçao tinha sido avançada pelo diário turco Habertürk segundo o qual Erdogan afirmou que "chegou um pedido de desculpas de forma muito séria da Síria em relação ao sucedido, que a Síria afirmou lamentar profundamente e que se tratou de um erro", conforme escreveu um editorialista do quotidiano.

O governo turco não confirmou nem desmentiu a notícia.
Operações de busca e salvamento
A imprensa turca afirma que o caça F-4 caiu na Síria ou em águas territoriais sírias. CNN Turquia e o diário Hurriyet acrescentaram que os dois membros da tripulação sobreviveram.

A informação teria sido confirmada pelo primeiro ministro turco, Tayyp Erdogan, ainda a bordo do avião que o trazia de regresso do Brasil, onde participou na Cimeira Rio+20.

"Neste momento as nossas forças aéreas e da marinha efetuam operações de busca e salvamento no Mediterrâneo ocidental e felizmente os nossos pilotos estão vivos, perdemos apenas um avião", teria declarado Erdogan aos jornalistas.

Desconhece-se o paradeiro dos pilotos e se ficaram feridos.
Abatido pelas forças sírias
O avião, um F-4, desapareceu após ter descolado a base aérea de Erhac na província de Malatya sexta-feira de manhã, às 10h30 (07h30 GMT) informaram as forças armadas turcas.

Acrescentaram que foi lançada uma operação de busca e salvamento mal se perdeu o contacto por rádio e por radar com o aparelho, "às 11h58 sobre o mar ao sudoeste da província de Hatay (sul)", vizinha da Síria.

Testemunhas oculares da cidade síria de Latakia afirmaram por seu lado à BBC-Arábia que as defesas aéreas sírias abateram um aparelho não identificado perto da cidade de Ras el-Baseet.

A televisão al-Manar, propriedade do movimento Hezbollah e baseada em Beirute, afirmou depois que "as forças de segurança sírias confirmaram ao nosso correspondente em Damasco (capital da Síria) que as forças de defesa sírias abateram um caça turco".
Ex-aliados
A Turquia é membro da NATO e já foi aliada da Síria, mas as relações entre os dois vizinhos deterioraram-se desde a revolta contra o Presidente sírio Bashar al-Assar, em março de 2011.

Um incidente como o de hoje pode levar ao aumento de tensões entre os dois países e fazer alastrar à região o conflito armado que opõe apoiantes do regime de Damasco e rebeldes da oposição.

Tayyp Erdogan tem exigido a Bashar que se demita e que abandone a Síria, de forma a abrir caminho a uma solução política para a crise, que já fez mais de 15.000 mortos em 15 meses.

Mais de 32.000 sírios estão refugiados na Turquia, segundo números da Agência das Nações Unidas para os refugiados, ACNUR, publicados esta sexta-feira.
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