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Fracassam negociações para unir forças da Revolução Laranja

Fracassam negociações para unir forças da Revolução Laranja

As negociações que decorriam entre antigos aliados durante a Revolução Laranja (2004), visando formar uma coligação para concorrer às legislativas de Março, ficaram hoje goradas depois de o Presidente Viktor Iuchtchenko rejeitar a posição da ex-primeira-ministra Iulia Timotchenko.

Agência LUSA /

O diálogo ficou inviabilizado um dia depois de Timotchenko subscrever uma petição exigindo a Iuchtchenko a denúncia do acordo sobre o preço do gás natural arrancado com tanta dificuldade aos russos em Janeiro, o que o Presidente rejeitou.

A possibilidade de serem reatadas conversações é considerada remota pelo menos até depois das eleições legislativas de 26 de Março, quando os partidos com representação parlamentar tiverem de negociar uma maioria para formar o novo governo.

As legislativas são vistas como uma etapa crucial para a Ucrânia, porque vão pôr em prática emendas constitucionais introduzidas no último ano, segundo as quais poderes presidenciais considerados chave passam para o Parlamento, designadamente a nomeação do chefe do executivo e de alguns ministros.

As sondagens revelam que nenhum partido está em condições de conquistar a maioria, pelo que a formação da primeira coligação governamental na história do país será quase inevitável.

à frente nas intenções de voto vai o partido pró-russo de Viktor Ianukovitch - rival de Iuchtchenko nas presidenciais de 2004 -, mas a verdade é que, por não ter potenciais aliados, deixa espaço de manobra a Iuchtchenko para uma coligação de última hora com antigos correligionários da Revolução Laranja, no entender dos analistas.

Iuchtchenko - consideram as mesmas fontes - é quem mais precisa de ganhar, para levar por diante a integração da Ucrânia nas instâncias euro-atlânticas, tirando o país da esfera de influência de Moscovo.

Todavia, os eventuais aliados de Iuchtchenko têm andado mais mergulhados em quezílias do que empenhados em criar uma frente unitária.

Timotchenko, exonerada por Iuchtchenko sob a acusação de ter colocado o país à beira do abismo, deu um passo em frente e formou o seu bloco na terça-feira, que pressionou o Presidente a denunciar o acordo sobre o preço do gás logrado com os russos e a punir quem nele esteve envolvido.

Os Media ucranianos admitem que, em última instância, falhando todas as tentativas para aglutinar as forças da Revolução Laranja, Iuchtchenko se poderá aliar a Ianukovitch.

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