Mundo
França. Bombeiros "exaustos" e "impotentes" perante avanço do fogo
As chamas estão este domingo a 15 km de Bordéus, no sudoeste de França, com o ministro do Interior, Laurent Nuñez, a reconhecer que "a situação continua muito desfavorável" na frente de fogo em Gironda, bem como em Landes e Var.
Está a ser impossível combater fogo às portas de Bordéus que está a "alastrar em todas as direções", com os bombeiros a sentirem-se "impotentes" contra uma "tempestade de fogo" sem precedentes.
"Estamos perante um incêndio do tipo 'convectivo', que cria os seus próprios ventos e muda constantemente de direção, ao contrário de um incêndio típico que se propaga em forma de cone. Como resultado, propaga-se em todas as direções, com múltiplos focos de incêndio, tornando a situação completamente imprevisível", explicou à Agência France Presse o tenente-coronel Éric Brocardi, porta-voz da Federação Nacional de Bombeiros. "A situação no terreno é mais defensiva do que ofensiva: trata-se de uma estratégia de guerra; estamos a ser constantemente bombardeados e precisamos de levar todos para um local seguro".
As chamas chegaram a "15 quilómetros" da área metropolitana de Bordéus, que conta com 850 mil habitantes. A evacuação da cidade "não está nos planos", reafirmou contudo o presidente da câmara, Thomas Cazenave. Nas proximidades, a rede de indústrias de defesa e instalações científicas em torno do Aeroporto de Bordéus-Mérignac, incluindo uma fábrica de pólvora, uma fábrica de mísseis e centros de investigação, está agora sob vigilância constante, exposta ao enorme incêndio.
São já mais de 220.000 as pessoas que tiveram de abandonar as habitações nos últimos dias. Pelo menos 240 casas foram destruídas pelas chamas.
O fogo fez cortar várias estradas nacionais, também a autoestrada A63 que liga Espanha à região de Gironda. A linha ferroviária está também interrompida no sul de Bordéus.
A rede elétrica foi também afetada e há 500 clientes sem energia em Gironda e 780 em Landes, indicou a Enedis, operadora da rede de distribuição de energia elétrica, à Agence France-Presse (AFP), acrescentando que a situação permanece "muito instável", uma vez que algumas áreas afetadas são inacessíveis às suas equipas.
A presidente do departamento de Gironda indicou, este domingo, que o regresso a casa das 220 mil pessoas retiradas não acontecerá "até que o fogo esteja controlado". Descartou também qualquer trabalho na segunda-feira nos municípios afetados, antes de um possível agravamento da situação na terça-feira devido à esperada subida das temperaturas.
"Peço aos turistas que não venham, que não vão a Gironda", acrescentou Sophie Brocas, sugerindo ainda que "os turistas que já lá estão considerem outro destino".
Quase 40 mil turistas, alojados em 45 parques de campismo em Gironde e Landes, devastados por intensos incêndios, foram evacuados até ao momento, informou este domingo a Federação Nacional de Hotelaria ao Ar Livre (FNHPA).
c/agências
"Estamos perante um incêndio do tipo 'convectivo', que cria os seus próprios ventos e muda constantemente de direção, ao contrário de um incêndio típico que se propaga em forma de cone. Como resultado, propaga-se em todas as direções, com múltiplos focos de incêndio, tornando a situação completamente imprevisível", explicou à Agência France Presse o tenente-coronel Éric Brocardi, porta-voz da Federação Nacional de Bombeiros. "A situação no terreno é mais defensiva do que ofensiva: trata-se de uma estratégia de guerra; estamos a ser constantemente bombardeados e precisamos de levar todos para um local seguro".
Esta preocupação é agravada pela previsão do tempo.
Aguarda-se uma nova
onda de calor e os bombeiros estão a aproximar-se de uma
"impossibilidade operacional", explicou Brocardi,
perante florestas "muito secas, há meses.
O Palácio do Eliseu anunciou que o presidente Emmanuel Macron irá presidir a uma reunião interministerial de crise na segunda-feira, às 10h00. Esta reunião será realizada no Ministério do Interior e terá lugar antes de uma reunião de gabinete agendada para as 11h00.
Fogo a "15 Km de Bordéus"
O fogo de Gironda, na costa atlântica francesa, já consumiu 42 mil hectares (quatro vezes o tamanho de Paris).
As chamas chegaram a "15 quilómetros" da área metropolitana de Bordéus, que conta com 850 mil habitantes. A evacuação da cidade "não está nos planos", reafirmou contudo o presidente da câmara, Thomas Cazenave. Nas proximidades, a rede de indústrias de defesa e instalações científicas em torno do Aeroporto de Bordéus-Mérignac, incluindo uma fábrica de pólvora, uma fábrica de mísseis e centros de investigação, está agora sob vigilância constante, exposta ao enorme incêndio.
Nesta região, mundialmente famosa pelas suas vinhas, o governo afirma ser "muito provável" que esta seja a maior operação de evacuação civil alguma vez realizada em França fora de uma zona de conflito.
O incêndio já está entre os maiores em França desde a Segunda Guerra Mundial.
São já mais de 220.000 as pessoas que tiveram de abandonar as habitações nos últimos dias. Pelo menos 240 casas foram destruídas pelas chamas.
O fogo fez cortar várias estradas nacionais, também a autoestrada A63 que liga Espanha à região de Gironda. A linha ferroviária está também interrompida no sul de Bordéus.
A rede elétrica foi também afetada e há 500 clientes sem energia em Gironda e 780 em Landes, indicou a Enedis, operadora da rede de distribuição de energia elétrica, à Agence France-Presse (AFP), acrescentando que a situação permanece "muito instável", uma vez que algumas áreas afetadas são inacessíveis às suas equipas.
A presidente do departamento de Gironda indicou, este domingo, que o regresso a casa das 220 mil pessoas retiradas não acontecerá "até que o fogo esteja controlado". Descartou também qualquer trabalho na segunda-feira nos municípios afetados, antes de um possível agravamento da situação na terça-feira devido à esperada subida das temperaturas.
"Peço aos turistas que não venham, que não vão a Gironda", acrescentou Sophie Brocas, sugerindo ainda que "os turistas que já lá estão considerem outro destino".
Quase 40 mil turistas, alojados em 45 parques de campismo em Gironde e Landes, devastados por intensos incêndios, foram evacuados até ao momento, informou este domingo a Federação Nacional de Hotelaria ao Ar Livre (FNHPA).
c/agências