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França. Mais de 40 sequestros e tomadas de reféns ligados a criptomoedas desde janeiro
Philippe Chadrys, vice-diretor nacional da polícia judiciária de França, revelou, esta quinta-feira, que se registaram no país desde o início de 2026 mais de quarenta raptos e/ou tomadas de reféns ligados a criptomoedas.
Registou-se quase o mesmo número de detenções, acrescentou.
De acordo com Chadrys, alguns destes casos têm como alvo instituições ou indivíduos que detêm criptomoedas, enquanto outros, por vezes, misturam "um pouco de tudo" e não "envolvem necessariamente raptos".
"Os métodos de operação, os instigadores, muitas vezes no estrangeiro, e os métodos de seleção dos alvos" variam, acrescentou, referindo que os nomes dos alvos são por vezes revelados aos perpetradores no último minuto. O fenómeno, ainda "marginal" em 2024, intensificou-se em 2025 com cerca de trinta casos.
Segunda-feira, uma mulher e o seu filho de 11 anos foram raptados na Borgonha (leste de França) após um pedido de resgate em criptomoedas. Graças à mobilização de cerca de uma centena de gendarmes, foram libertados na terça-feira e sete homens foram detidos.
No início de abril, a nova Procuradoria Nacional Anticorrupção (PNACO), que começou a operar no início de janeiro, informou a AFP que estava a investigar 13 sequestros relacionados com criptomoedas.
A onda de raptos em França ganhou destaque em janeiro de 2025 com o rapto de David Balland, cofundador da Ledger (uma startup de carteiras de criptomoedas), e da sua companheira.
De acordo com Chadrys, alguns destes casos têm como alvo instituições ou indivíduos que detêm criptomoedas, enquanto outros, por vezes, misturam "um pouco de tudo" e não "envolvem necessariamente raptos".
"Os métodos de operação, os instigadores, muitas vezes no estrangeiro, e os métodos de seleção dos alvos" variam, acrescentou, referindo que os nomes dos alvos são por vezes revelados aos perpetradores no último minuto. O fenómeno, ainda "marginal" em 2024, intensificou-se em 2025 com cerca de trinta casos.
Annabelle Vandendriessche, chefe do Serviço de Informação, Inteligência e
Análise Estratégica sobre o Crime Organizado (Sirasco) do Ministério do
Interior, referiu por seu lado que o método consiste em sequestros e/ou tomadas de reféns, com pedidos de resgate ou de entrega de bens valiosos.
Mais dois em abril
A 10 de abril, em Anglet (sudoeste de França), ocorreu mais um sequestro, levado a cabo por cinco indivíduos que presumivelmente procuravam alguém que tivesse investido em criptomoedas. Roubaram joias de luxo, computadores e telefones.
A Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) deteve os suspeitos na estação ferroviária de Montparnasse, em Paris. Estes indivíduos, que vieram do norte de França, tinham aparentemente escolhido um "alvo errado", pretendendo atacar os antigos ocupantes da propriedade, segundo Chadrys.
Segunda-feira, uma mulher e o seu filho de 11 anos foram raptados na Borgonha (leste de França) após um pedido de resgate em criptomoedas. Graças à mobilização de cerca de uma centena de gendarmes, foram libertados na terça-feira e sete homens foram detidos.
No início de abril, a nova Procuradoria Nacional Anticorrupção (PNACO), que começou a operar no início de janeiro, informou a AFP que estava a investigar 13 sequestros relacionados com criptomoedas.
A onda de raptos em França ganhou destaque em janeiro de 2025 com o rapto de David Balland, cofundador da Ledger (uma startup de carteiras de criptomoedas), e da sua companheira.
Balland, que teve um dedo decepado pelos raptores, foi libertado graças a uma operação da gendarmaria, enquanto a sua companheira foi encontrada amarrada a um veículo pelos gendarmes.
Seis homens e uma mulher foram posteriormente acusados, enquanto o alegado mentor do crime foi acusado em abril e detido.
c/AFP