Mundo
Fuga de ar na estação orbital. Astronautas autorizados a regressar à EEI
Após algum tempo refugiados na sonda Crew Dragon, esta sexta-feira, cinco astronautas da tripulação da Estação Espacial Internacional foram autorizados a regressar à estação, durante a avaliação às reparações de fugas de ar no módulo russo.
A agência espacial russa, Roscosmos, informou que os seus especialistas detetaram duas fugas a bordo da Estação Espacial Internacional, tendo a primeira sido rapidamente selada, enquanto decorriam trabalhos na segunda.
Os trabalhos de reparação estrutural das duas fugas foram interrompidos enquanto as
medições e os dados eram avaliados, o que levou à orientação dada aos
astronautas para regressarem à estação, disse a porta-voz da NASA, Bethany Stevens. Os cinco astronautas foram identificados como Jessica Meir, 48 anos, comandante da Crew 12, Jack Hathaway, de 44, Sophie Adenot, de 43, Chris Williams, de 42 e Sergey Kud-Sverchkov, de 42 anos e comandante da estação.
A Roscosmos, sublinhou a
inexistência de qualquer ameaça à segurança da tripulação ou aos
sistemas da nave espacial, apesar dos trabalhos para reparar as fissuras e impedir as fugas de ar.
Estas operações têm de decorrer dentro da própria seção que está a perder pressão, o que levou à ordem de colocar cinco dos tri+ulantes em seguranda dentro da Dragon Crew, enquanto dois dos cosmonautas, russos, efetuavam as reparações.
Se as fissuras aumentassem repentinamente, a taxa de perda de ar poderia acelerar mais rapidamente do que as equipas em terra conseguiriam compensar. Em caso de agravamento da situação, seria mais rápida a manobra de evacução, com o resto da tripulação vestida e dentro de uma nave espacial selada e auto-suficiente.
Reparação urgente
Os quatro astronautas da missão Crew-12 - dois astronautas americanos, uma astronauta francesa e um cosmonauta russo - e o astronauta da NASA na estação espacial, Chris Williams, tinham recebido ordens, do controlo da missão da NASA, sexta-feira, para entrarem na sonda Crew Dragon acoplada à estação e vestirem os seus fatos espaciais, caso a fuga de ar exigisse uma evacuação de emergência, referiu fonte da NASA. A sonda Crew Dragon "Freedom", da SpaceX, está acoplada à ISS e é designada "refúgio seguro", enquanto decorrem os trabalhos de reparação urgentes.
"O túnel de transferência do módulo de serviço Zvezda, conhecido como PrK, apresenta fissuras e fugas há algum tempo", afirmou a NASA esta sexta-feira, explicando que, "após novas fugas, a Roscosmos optou por realizar uma operação de reparação mais abrangente".
"Por precaução, a NASA orientou todos os quatro membros da tripulação da SpaceX Crew-12 e o astronauta da NASA Chris Williams a assumirem uma posição de segurança elevada na sonda Dragon enquanto a reparação estiver em curso", concluiu.
A NASA e a agência espacial russa Roscosmos, as duas principais operadoras da estação, estudam há meses a causa e as possíveis soluções para pequenas fugas de ar a bordo do módulo de serviço russo Zvezda, uma estrutura fundamental do laboratório.
"Por precaução, a NASA orientou todos os quatro membros da tripulação da SpaceX Crew-12 e o astronauta da NASA Chris Williams a assumirem uma posição de segurança elevada na sonda Dragon enquanto a reparação estiver em curso", concluiu.
A NASA e a agência espacial russa Roscosmos, as duas principais operadoras da estação, estudam há meses a causa e as possíveis soluções para pequenas fugas de ar a bordo do módulo de serviço russo Zvezda, uma estrutura fundamental do laboratório.
As fissuras responsáveis pelo problema têm persistido intermitentemente durante cerca de seis anos.
As fugas de ar foram relativamente pequenas nos últimos meses, mas aumentaram na segunda-feira, passando de meio quilo de ar por dia para um quilo, de acordo com um alto funcionário da NASA que pediu para não ser identificado.
No mês passado, após a chegada de um navio de carga russo, a Agência Espacial Russa, Roscosmos, notou uma nova queda lenta de pressão no túnel, o que levou à decisão de ir além das reparações paliativas e tentar uma operação de reparação mais abrangente, esta sexta-feira.
A Estação Espacial Internacional (ISS) orbita a Terra há 25 anos e é talvez o projeto de engenharia internacional mais complexo alguma vez construído. A estação espacial é composta por segmentos russos e americanos, bem como módulos das agências espaciais europeia e japonesa.
Com aproximadamente o comprimento de um campo de futebol americano, desloca-se a uma velocidade entre os 27.000 e os 28.000 km/h e orbita a Terra a cada 90 minutos, aproximadamente.
Além de conduzirem experiências enviadas para a estação espacial, os próprios astronautas servem como cobaias e são sujeitos a medições antes, durante e depois dos seus voos espaciais para nos ajudar a compreender melhor como os humanos podem sobreviver a missões de longa duração, com a maioria das tripulações a permanecer a bordo durante cerca de seis meses.
Com aproximadamente o comprimento de um campo de futebol americano, desloca-se a uma velocidade entre os 27.000 e os 28.000 km/h e orbita a Terra a cada 90 minutos, aproximadamente.
Além de conduzirem experiências enviadas para a estação espacial, os próprios astronautas servem como cobaias e são sujeitos a medições antes, durante e depois dos seus voos espaciais para nos ajudar a compreender melhor como os humanos podem sobreviver a missões de longa duração, com a maioria das tripulações a permanecer a bordo durante cerca de seis meses.