Em direto
50 anos da Constituição da República. Parlamento assinala data com sessão solene

Google vai integrar vídeos do YouTube nas suas pesquisas

Google vai integrar vídeos do YouTube nas suas pesquisas

O motor de busca Google vai adicionar vídeos do YouTube nas pesquisas do Google Vídeo durante os próximos meses, tornando-o o principal motor de busca de vídeos na Internet e não apenas nos `sites` do Google.

Agência LUSA /

Quando quiser fazer uma pesquisa sobre "Michael Richards", "Jon Stewart" ou "gatos", os vídeos do YouTube serão disponibilizados na categoria "vídeo" e não nos resultados web.

O Google, que comprou no ano passado o YouTube por 1,65 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros), diz que esta alteração faz parte dos planos para diferenciar o YouTube dos restantes serviços de vídeo do Google.

O YouTube será o local de partilha e visualização de vídeos, afirmou o vice-presidente do Google, David Eun.

Por enquanto, o Google Video e o YouTube permanecem separados, ambos a oferecer formas de partilhar e fazer upload de vídeos.

Com o passar do tempo, os utilizadores serão incentivados a partilhar vídeos no YouTube e a procurá-los no Google, sublinhou Eun.

"Começarão a ver uma maior distinção entre eles", acrescentou.

A audiência mensal do Google é duas vezes e meia maior que o tamanho do YouTube, com 108 milhões de utilizadores em Dezembro, comparado com os 38 milhões do YouTube, de acordo com uma pesquisa da empresa Nielsen/NetRatings.

Ao incluir os vídeos do YouTube nas pesquisas de vídeo do Google, "isto aumentará dramaticamente a visualização de vídeos na Internet", lembrou Eun.

"As pessoas vão começar a encontrar imensos vídeos que nunca pensaram que existissem".

Phil Leigh, analista da Inside Digital Media, disse que esta transformação é importante porque "as pessoas irão diariamente mais ao Google" que ao YouTube.

"A maioria de nós procura texto e `sites`, mas, eventualmente, poderemos começar a procurar vídeos, e o Google quer transformar-se no local certo para encontrá-los", afirmou.

Os rivais Yahoo e AOL também têm motores de busca de vídeo separados mas nenhum deles tem ligação com a maior fonte de vídeos na Internet, o YouTube.

O YouTube foi alvo de queixas e controvérsia devido à facilidade com que se encontram conteúdos protegidos.

Na quinta-feira, por exemplo, uma pesquisa por "Hillary Clinton" e "Jon Stewart" permitia aceder facilmente a excertos protegidos dos programa Saturday Night Live da NBC e Daily Show da Comedy Central.

Também na quinta-feira, a cadeia de televisão Century Fox lançou uma acção judicial, exigindo que o Google revelasse o nome de um utilizador do YouTube que colocou on-line episódios inteiros da série 24 que passa na Fox.

Eun diz que o Google respeita estas exigências e incentivou os proprietários desses direitos a serem eles próprios a disponibilizar esses conteúdos.

O vice-presidente do Google tem vindo a propor um novo conceito aos proprietários de direitos reservados, mostrando-lhes que a publicação dos seus vídeos pode ser uma oportunidade e não necessariamente negativo.

Os proprietários podem aproveitar o aumento da exposição para colocar anúncios publicitários e fazer dinheiro face à visibilidade do YouTube.

"Isto é, potencialmente, um avanço positivo", frisou Eun.

PUB