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Gordon Brown recusa afastar hipótese de intervenção militar no Irão

Gordon Brown recusa afastar hipótese de intervenção militar no Irão

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, recusou afastar a hipótese de agir militarmente contra o Irão, mas mostrou-se convicto de que as sanções impostas a Teerão estão a resultar.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /
Intervenção no Irão não está afastada DR

"Acredito firmemente que a política de sanções que estamos a aplicar vai resultar, mas não vou ser eu que vai avançar e dizer que se deve afastar qualquer forma de acção", respondeu Brown a uma questão de um jornalista sobre se afastava a hipótese de uma intervenão militar contra o Irão.

O regime de Teerão está actualmente sujeito a uma série de sanções das Nações Unidas por continuar o programa de enriquecimento de urânio que a comunidade internacional receia que seja usado para produzir armas nucleares.

Todavia, as autoridades iranianas garantem que o seu objectivo é apenas gerar energia.

"Eu acredito que as sanções que estamos a impor ao Irão estão já a ter efeito; vamos ter de considerar o que faremos no futuro. Penso que haverá uma terceira resolução [da ONU] e penso que é um caminho que vai resultar ", afirmou Brown.

Gordon Brown falava na primeira conferência de imprensa enquanto primeiro-ministro que Downing Street organiza mensalmente e que é aberta aos jornalistas nacionais e estrangeiros.

Sucessor de Tony Blair no posto que este ocupou durante uma década, Brown prometeu dar "toda a ajuda possível" ao novo representante do Quarteto para o Médio Oriente.

"Nós apoiamos inteiramente o trabalho de Blair no Médio Oriente e dar-lhe-emos toda a ajuda possível", afirmou, mostrando-se disponível para ajudar a "combinar medidas para a segurança e medidas para o desenvolvimento económico na área".

Brown reiterou também o desejo de manter uma "relação forte e eficaz" com os Estados Unidos, confirmando que deverá deslocar-se "em breve" ao país.

"Acredito que as relações entre um primeiro-ministro britânico e um presidente norte-americano serão fortes e devem ser fortes e serão reforçadas nos anos que se aproximam", asseverou.

"A relação com os EUA é a nossa relação bilateral mais forte e tenciono, enquanto primeiro-ministro, que ela seja eficaz, não só no trabalho entre os dois países, mas em todo o mundo", acrescentou.

O resultado das eleições legislativas na Turquia foi também comentado, nomeadamente a vitória do primeiro-ministro, Tayyip Erdogan, a qual espera que vá no sentido de "aproximar a Europa e a Turquia".

"Espero que o governo possa continuar a conduzir o seu programa de reformas que nós apoiamos e encorajamos", declarou.

Ainda sobre questões europeias, Brown insistiu que é "pró-europeu", apesar de, "nas circustâncias actuais", Londres não estar a ponderar nem aderir nem lançar uma reflexão sobre a moeda única europeia.

"Sempre fui um pró-europeu, sempre quis ver um mercado único a funcionar eficazmente para o povo britânico, por isso é que estou convencido que o futuro da Europa é fazer parte da economia global, não olhando para dentro, mas para fora", sublinhou.

Neste sentido, realçou que "um grande teste do futuro" será verificar "se a Europa será capaz de fazer as reformas económicas para liberalizar (...) e juntar-se à América, Índia e Brasil para obter um acordo para o comércio mundial nos próximos meses".

Depois de responder a questões sobre as inundações que assolam o país, a ameaça terrorista e os recentes ataques falhados no Reino Unido ou sobre a tensão nas relações com a Rússia - casos difíceis que preencheram as três semanas que passaram desde que assumiu o cargo -, Brown foi questionado sobre se estava a gostar da experiência.

Sorrindo, o primeiro-ministro concordou com o facto de "todos os dias haver um novo desafio".

"Penso que a excitação do trabalho - e é por isso que estou a apreciar - é que estou a tentar responder com a necessidade de mudança neste país", confiou.

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