Governo argentino mantém posição sobre ilhas Malvinas
O Governo da Argentina afirmou, em resposta ao Reino Unido, que pretende evitar "uma escalada verbal" na questão das Ilhas Malvinas e assegurou que a sua posição em relação a este arquipélago do Atlântico Sul "não mudou".
Numa entrevista hoje publicada pelo jornal "Clarín", o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Rafael Bielsa, reagiu a informações divulgadas quinta-feira pela imprensa, segundo as quais fontes diplomáticas britânicas indicaram que para o Reino Unido a situação das Ilhas Malvinas "não mudou".
"Muito menos mudou a nossa posição", assegurou o ministro, sublinhando que o seu país "é rigoroso com as ilhas Malvinas", cuja soberania deu origem em 1982 a uma guerra que terminou com a rendição das tropas sul-americanas.
De acordo com o jornal, Bielsa voltou a rejeitar a inclusão das ilhas Malvinas como território sujeito à aplicação da Constituição Europeia e garantiu que o país protestará "em termos muito duros".
No entanto, e apesar de ser contra a aplicação da Constituição, a Argentina não procura "uma escalada verbal com o Reino Unido", insistiu o ministro.
"É apenas uma boa oportunidade para ratificar os direitos históricos. Não é algo contra a Grã-Bretanha", asseverou.
Assinalando que o Governo instruiu "todos os embaixadores para que protestem junto dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, independentemente da reclamação junto da União Europeia", Bielsa adiantou que este assunto "será obviamente incluído na próxima reunião do Comité de Descolonização das Nações Unidas".
Apesar de a Constituição questionada actualmente pela Argentina "ter somente duas adesões", não se trata de algo que se pretenda "tornar trivial", salientou.
A relação bilateral com o Reino Unido "em nada" será alterada depois deste episódio porque "não é um tema novo", disse ainda.