Governo da Colômbia tenta novo referendo para avançar com reforma laboral

O governo da Colômbia enviou para o parlamento uma nova proposta de referendo com uma reforma laboral, desta vez com mais quatro perguntas do que a proposta rejeitada na semana passada.

Lusa /
Um novo referendo sobre reforma laboral procura aliviar a tensão no país Carlos Ortega - EPA

"O Presidente da República (Gustavo Petro) solicitou que reenviássemos o pedido de referendo com 12 perguntas referentes a questões laborais e quatro perguntas adicionais referentes à saúde dos colombianos", disse o ministro do Trabalho, Antonio Sanguino, em conferência de imprensa.

Na semana passada, Petro descreveu a decisão do Senado, a câmara alta do parlamento, de rejeitar um referendo sobre a reforma laboral, uma das suas principais promessas eleitorais, como uma fraude e apelou aos movimentos sociais para se unirem para "dar o próximo passo".

Na quarta-feira passada, os senadores rejeitaram, por uma margem de apenas dois votos, a proposta do presidente de convocar um referendo para retomar a reforma laboral.

O Congresso, o parlamento colombiano, já tinha rejeitado em março uma reforma proposta por Petro e que, segundo o chefe de Estado, teria levado a progressos significativos nos direitos laborais.

"Cada uma das 16 questões procura corrigir desigualdades estruturais no mercado de trabalho, na segurança social, no acesso às pensões e no acesso aos medicamentos essenciais", disse Sanguino, acompanhado por outros ministros.

O novo referendo, afirmou o ministro do Interior, Armando Benedetti, "exige que o povo se manifeste novamente sobre os direitos laborais da classe trabalhadora e que finalmente estabeleça as bases para que os colombianos tenham acesso aos seus medicamentos e ao direito universal à saúde".

Após o Senado ter rejeitado a primeira proposta de referendo na semana passada, Petro anunciou que vai reunir-se hoje com organizações sociais e sindicais em Barranquilla (norte) para decidir se convoca uma greve nacional.

 

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