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Governo de Taiwan nega atrasos na venda de armamento dos Estados Unidos à ilha

Governo de Taiwan nega atrasos na venda de armamento dos Estados Unidos à ilha

O ministro da Defesa taiwanês, Wellington Koo, assegurou hoje que Taipé não recebeu qualquer informação sobre possíveis atrasos na venda de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, acrescentando que ambos mantêm "estreita coordenação" em matéria de Defesa.

Lusa /
Ann Wang - Reuters

Em declarações citadas pela agência CNA, Koo afirmou que os processos internos de revisão dos Estados Unidos relacionados com estas operações "avançam conforme o previsto" e que, até agora, o ministério da Defesa de Taiwan "não recebeu qualquer notificação" de atrasos na venda de armas.

As declarações surgem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na segunda-feira que planeia adiar cerca de um mês a viagem à China que previa realizar no final do mês para se reunir com o homólogo chinês, Xi Jinping, devido à guerra com o Irão.

Entre os temas que poderão ser discutidos nesse encontro está precisamente a venda de armamento a Taipé: numa conversa telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "gerir com prudência" o envio de armas para Taiwan e sublinhou que a ilha é a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.

Posteriormente, a publicação Wall Street Journal noticiou, citando responsáveis norte-americanos, que Washington tinha suspendido a aprovação de um importante pacote de armas para Taiwan por receio de que a operação pudesse pôr em risco a realização da cimeira entre Trump e Xi.

O Governo dos Estados Unidos notificou, porém, em dezembro o Congresso sobre oito possíveis vendas de armamento a Taipé, avaliadas em cerca de 11.100 milhões de dólares (9.650 milhões de euros), no que representou o maior pacote de armas adquirido pela ilha até à data.

A assistência militar dos Estados Unidos é crucial para Taiwan, uma ilha governada de forma autónoma desde 1949 e que a China considera "parte inalienável" do seu território.

 

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