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Governo dos EUA investiga uso de raça como critério nas admissões em 3 faculdades de medicina

Governo dos EUA investiga uso de raça como critério nas admissões em 3 faculdades de medicina

O Departamento de Justiça (DoJ) norte-americano abriu investigações a três faculdades de medicina para determinar se usam a raça como critério nos processos de admissão, intensificando a sua campanha de pressão sobre universidades.

Lusa /

Harmeet Dhillon, procuradora-geral adjunta do DoJ para os direitos civis, anunciou na plataforma X as investigações às faculdades de medicina das universidades de Stanford, Estadual de Ohio e da Califórnia, em San Diego (UC San Diego), exigindo dados sobre a admissão de estudantes de licenciatura para verificar conformidade com a decisão do Supremo Tribunal de 2023 que proíbe as chamadas políticas de `ação afirmativa` para promover o acesso de minorias raciais ao ensino superior.

Numa carta à Universidade Estadual de Ohio, Dhillon escreveu que o DoJ exige quaisquer documentos relacionados com o "uso ou não uso da raça" na avaliação dos candidatos, além de todos os dados de admissão ao nível do candidato e quaisquer análises feitas pela instituição sobre as tendências ou resultados de admissão por raça.

O porta-voz da Universidade Estadual de Ohio, Benjamin Johnson, disse que a instituição cumpre as normas estaduais e federais, bem como as decisões judiciais referentes às admissões, prometendo "resposta adequada" à solicitação.

A UC San Diego afirmou, em comunicado, estar a analisar a notificação do DoJ, declarando-se "empenhada em processos justos" em todos os programas e atividades, incluindo admissões, "em consonância com as leis federais e estaduais antidiscriminação".

O DoJ não clarificou por que razão as três faculdades de medicina foram alvo da ação.

O Presidente Donald Trump tem intensificado o escrutínio das universidades, que critica por serem dominadas por influências liberais, usando o controlo do financiamento federal como forma de pressão nas investigações. 

A decisão do Supremo Tribunal que proibiu o uso de `ações afirmativas` nas admissões determina que as faculdades ainda podem considerar como a raça moldou a vida dos alunos, se os candidatos partilharem essa informação nas suas redações de admissão. 

Trump manifestou preocupação com o facto de as faculdades e universidades estarem a utilizar declarações pessoais e outros indicadores indiretos para considerar a raça, o que considera ser discriminação ilegal.

No início deste mês, uma coligação de 17 procuradores-gerais democratas apresentou uma ação judicial contestando uma política da administração Trump que exige que as instituições de ensino superior recolham dados que demonstrem que não estão a considerar a raça nos processos de admissão.

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