Governo libanês reporta mais 10 mortos em ataques israelitas no sul

Governo libanês reporta mais 10 mortos em ataques israelitas no sul

Mais 10 pessoas foram hoje mortas em ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, adiantaram as autoridades locais, elevando o número de mortos do dia para pelo menos 22.

Lusa /

O Ministério da Saúde libanês informou que seis pessoas, "incluindo três crianças e duas mulheres", foram mortas na cidade de Arab Salim, enquanto outra criança foi morta num ataque em Harouf, e outras três pessoas, "incluindo duas crianças", foram mortas em Roumin. As três localidades ficam no sul do Líbano.

O Centro de Operações de Emergência do Líbano tinha divulgado antes, em comunicado, um número significativo de ataques contra automóveis no sul do país, que causaram um total de três mortos nas localidades de Al-Maaliya, Shaitiya e Naqoura, disse o Centro de Operações de Emergência do Líbano em comunicado.

Registou-se também um incidente do mesmo tipo na cidade de Sidon, a mais importante do sul do país e afastada da fronteira com Israel, o que causou a morte de mais uma pessoa, de acordo com outro comunicado emitido pelo mesmo departamento.

Horas antes, oito pessoas morreram em três ataques contra veículos na estrada que liga o sul do Líbano a Beirute, mais precisamente entre 20 a 30 quilómetros a sul da capital.

Depois de mais um dia de violência, que incluiu também bombardeamentos e ordens de evacuação para várias localidades do sul, o número total de vítimas desde o início do conflito, a 02 de março, ascende já a 2.896 mortos e 8.824 feridos, de acordo com dados do Centro de Operações de Emergência libanês.

Apesar da trégua, Israel continua os intensos bombardeamentos, sobretudo no sul do Líbano, contra alegados alvos do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah, que por sua vez continua a reivindicar ataques contra as tropas israelitas.

O Líbano pediu aos Estados Unidos, na segunda-feira, que pressionem Israel para suspender os ataques aéreos antes do início das negociações diretas que estão a ser preparadas entre os dois países.

O Hezbollah opõe-se a estas conversações e o líder, Naim Qassem, ameaçou que ia tornar os confrontos "num inferno" para Israel.

Líbano e Israel devem reunir-se na quinta e sexta-feira, em Washington, para tentar consolidar a trégua em vigor desde 17 de abril, prolongar o cessar-fogo e abordar também outras questões relacionadas com uma potencial solução negociada para o conflito.

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