Governo moçambicano autoriza construção da primeira refinaria de petróleo

Governo moçambicano autoriza construção da primeira refinaria de petróleo

O governo moçambicano autorizou terça-feira em Maputo a construção, a partir de 2008, da primeira refinaria de petróleo em Moçambique, com capacidade de produção de 300 mil barris por dia.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Falando no final de uma sessão do Conselho de Ministros moçambicano, o porta-voz do governo, Luís Covane, afirmou que a refinaria será instalada na cidade de Nacala, província de Nampula, norte do país.

O empreendimento será gerido pela Ayr Petro-Nacala, um consórcio de capitais moçambicanos, norte-americanos e sul-africanos, e vai começar a operar em 2015, devendo ser investidos mais de cinco mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros).

Além de ajudar a minorar os elevados custos de importação de combustíveis em Moçambique, o empreendimento vai servir igualmente alguns países vizinhos, como o Zimbabué, Malauí e Zâmbia, adiantou Luís Covane.

"Grande parte da produção da refinaria será, naturalmente, para exportação, pois o nosso país não está em condições de absorver a sua produção total", acrescentou Covane.

Cerca de três mil trabalhadores moçambicanos serão empregados na construção da infra-estrutura e 450 na fase de produção, disse ainda o porta-voz do governo, que é igualmente vice-ministro da Educação e Cultura.

Um total de 150 especialistas estrangeiros vão também garantir o funcionamento da refinaria, numa primeira fase.

"Em termos de impactos sociais, teremos infra-estruturas para as áreas da saúde, educação, mas vamos dizer que este é um grande projecto que vai dinamizar o desenvolvimento daquela zona do país e todo Moçambique", sublinhou Luís Covane.

A instalação da refinaria vai implicar a construção de um porto próprio, acrescentou.

"É importante lembrar que temos de criar condições para um porto próprio, com acessos próprios. Temos também de consolidar os contactos com os fornecedores do crude, que serão do Médio Oriente", indicou o porta-voz.

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