Governo Trump acusa Yale de discriminação contra brancos nas admissões

Governo Trump acusa Yale de discriminação contra brancos nas admissões

O Departamento de Justiça norte-americano acusou a Universidade de Yale de "continuar a discriminar" candidatos brancos e asiáticos, face a negros e hispânicos, no seu processo de admissão à faculdade de medicina.

Lusa /
Reuters

Uma investigação da divisão de direitos civis do Departamento de Justiça constatou que os candidatos negros e hispânicos são consistentemente admitidos com qualificações académicas inferiores às dos seus homólogos brancos e asiáticos.

A investigação, segundo um comunicado do departamento, corrobora uma análise inicial que concluiu que Yale "violou a lei ao discriminar intencionalmente" outros candidatos "com base na raça" no seu processo de admissão.

"Este departamento continuará a denunciar estas práticas ilegais e a exigir que as instituições de ensino superior cumpram a lei federal", indicou a procuradora-geral adjunta Harmeet K. Dhillon, da divisão de direitos civis do departamento.

O Departamento de Justiça já tinha enviado uma carta ao departamento jurídico de Yale, notificando a instituição de que, após uma análise inicial, constatou que a universidade incumpriu nos seus processos de admissão para as turmas de 2023, 2024 e 2025.

O Presidente Donald Trump tem intensificado o escrutínio das universidades, que critica por serem dominadas por influências liberais, usando o controlo do financiamento federal como forma de pressão nas investigações.

A decisão do Supremo Tribunal que proibiu o uso de `ações afirmativas` nas admissões determina que as faculdades ainda podem considerar como a raça moldou a vida dos alunos, se os candidatos partilharem essa informação nas suas redações de admissão.

Trump manifestou preocupação com o facto de as faculdades e universidades estarem a utilizar declarações pessoais e outros indicadores indiretos para considerar a raça, o que considera ser discriminação ilegal.

No início deste mês, uma coligação de 17 procuradores-gerais democratas apresentou uma ação judicial contestando uma política da administração Trump que exige que as instituições de ensino superior recolham dados que demonstrem que não estão a considerar a raça nos processos de admissão.

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