Mundo
Greve de pais, alunos e professores em Espanha
A jornada de protesto atravessa todos os níveis de educação e junta pela primeira vez alunos, pais e professores contra os cortes orçamentais, impostos pelo governo. Aderiram 14 das 17 regiões espanholas e a greve foi já assinalada com cortes de estrada e vigílias.
Estão ainda marcadas várias manifestações e a de Barcelona já teve início.
A adesão à greve nas várias regiões deverá ser desigual, uma vez que os professores acumulam já várias paralisações. Os sindicatos de professores afirmam que nas escolas a adesão ronda os 80% e nas universidades é quase total.
Nas escolas madrilenas, pais e responsáveis confirmam que poucos alunos foram às aulas. Alguns pais dizem que levaram os filhos pequenos porque não tinham com quem os deixar e "não tinham outro remédio".
Uma representante do sindicato de professores FETE, Virgina Fernandez, afirmou por seu lado que muitos pais ficaram com as crianças em casa em vez de as levarem à escola, em solidariedade com a greve. "Há um envolvimento geral de toda a comunidade educativa", afirmou. As associações de pais católicos declararam a sua não adesão ao protesto.
Manifestações e cortes de estrada
Em Barcelona a manifestação de estudantes e professores já se iniciou em direção à praça Sant Jaume, rodeados de forte dispositivo policial. Os alunos da Universidade Autónoma cortaram ainda uma auto-estrada perto do campus e cerca de 500 estudantes invadiram uma estrada, apesar da presença das forças da ordem.
Também em Madrid, alunos da Universidade Complutense cortaram uma das avenidas principais da capital espanhola. Dois alunos foram ainda detidos por alegadamente terem tentado impedir a circulação no campus de um veículo que transportava uma passageira incapacitada. Mas até agora a jornada tem sido pacífica.
Em Valência, os alunos da Universidade Politécnica provocaram problemas de tráfego ao bloquearem os acessos ao campus com cartazes alusivos à greve.
Em muitas universidades os protestos tiveram início de madrugada, com vigílias e acampamentos improvisados. Na Universidade Complutense de Madrid, o dia iniciou-se com um enterro simbólico do sistema educativo.
Impacto dos cortes
No sector da educação os cortes orçamentais vão implicar menos professores, mais alunos por turma, menos atividades extra-curriculares e propinas universitárias mais elevadas.
"Para nós, a universidade era até agora um lugar de conhecimento, é essa a nossa ideia de uma universidade. Agora está a tornar-se num lugar de recrutamento de trabalhadores", afirmou à APTN Andreu Varela, de 21 anos, aluno de jornalismo na Universidade Complutense de Madrid, enquanto passeava no campus, vestido de Morte entre cânticos de protesto.
O desemprego nacional espanhol atinge 25% e entre as pessoas com menos de 25 anos chega aos 52%. A situação deverá ainda piorar, com a economia a atravessar a segunda recessão em três anos e ainda longe do impacto total das medidas de austeridade.
A adesão à greve nas várias regiões deverá ser desigual, uma vez que os professores acumulam já várias paralisações. Os sindicatos de professores afirmam que nas escolas a adesão ronda os 80% e nas universidades é quase total.
Nas escolas madrilenas, pais e responsáveis confirmam que poucos alunos foram às aulas. Alguns pais dizem que levaram os filhos pequenos porque não tinham com quem os deixar e "não tinham outro remédio".
Uma representante do sindicato de professores FETE, Virgina Fernandez, afirmou por seu lado que muitos pais ficaram com as crianças em casa em vez de as levarem à escola, em solidariedade com a greve. "Há um envolvimento geral de toda a comunidade educativa", afirmou. As associações de pais católicos declararam a sua não adesão ao protesto.
Manifestações e cortes de estrada
Em Barcelona a manifestação de estudantes e professores já se iniciou em direção à praça Sant Jaume, rodeados de forte dispositivo policial. Os alunos da Universidade Autónoma cortaram ainda uma auto-estrada perto do campus e cerca de 500 estudantes invadiram uma estrada, apesar da presença das forças da ordem.
Também em Madrid, alunos da Universidade Complutense cortaram uma das avenidas principais da capital espanhola. Dois alunos foram ainda detidos por alegadamente terem tentado impedir a circulação no campus de um veículo que transportava uma passageira incapacitada. Mas até agora a jornada tem sido pacífica.
Em Valência, os alunos da Universidade Politécnica provocaram problemas de tráfego ao bloquearem os acessos ao campus com cartazes alusivos à greve.
Em muitas universidades os protestos tiveram início de madrugada, com vigílias e acampamentos improvisados. Na Universidade Complutense de Madrid, o dia iniciou-se com um enterro simbólico do sistema educativo.
Impacto dos cortes
No sector da educação os cortes orçamentais vão implicar menos professores, mais alunos por turma, menos atividades extra-curriculares e propinas universitárias mais elevadas.
"Para nós, a universidade era até agora um lugar de conhecimento, é essa a nossa ideia de uma universidade. Agora está a tornar-se num lugar de recrutamento de trabalhadores", afirmou à APTN Andreu Varela, de 21 anos, aluno de jornalismo na Universidade Complutense de Madrid, enquanto passeava no campus, vestido de Morte entre cânticos de protesto.
O desemprego nacional espanhol atinge 25% e entre as pessoas com menos de 25 anos chega aos 52%. A situação deverá ainda piorar, com a economia a atravessar a segunda recessão em três anos e ainda longe do impacto total das medidas de austeridade.