Mundo
Guerra na Ucrânia. Explosões em Kiev após alerta de míssil balístico
Várias explosões foram registadas às primeiras horas da madrugada de sábado, em Kiev, após soar um alerta de míssil balístico emitido pelas autoridades locais.
(em atualização)
"Explosões na cidade. Kiev está sob ataque de mísseis balísticos. Permaneçam nos abrigos!", escreveu o autarca Vitali Klitschko na sua conta de Telegram.
Um jornalista da agência France Presse relata ter ouvido pelo menos dez fortes explosões que fizeram soar os alarmes.
De acordo com a administração militar de Kiev, "um incêndio deflagrou num edifício de seis andares no distrito de Solomiansky, em Kiev, após o ataque".
"As consequências do ataque estão a ser avaliadas em três distritos da cidade", indicou a mesma fonte, acrescentando que se procuram eventuais vítimas.
"A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Pedimos a todos que permaneçam nos abrigos até que o alerta de ataque aéreo seja levantado", acrescentou a autoridade da capital ucraniana.
Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, armamento que apenas certos sistemas, incluindo o Patriot norte-americano, são capazes de intercetar.
A escassez deste armamento agravou-se desde o início da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irão, em fevereiro.
A Ucrânia esperava poder produzir os seus Patriot autonomamente depois de receber a aprovação de Donald Trump no início de julho. Esta quinta-feira, era notícia a hesitação por parte de Donald Trump em dar essa permissão aos ucranianos.
"Se lhes dermos essa tecnologia, um dia poderão usá-la contra nós", alertava o presidente.
Por seu lado, a Ucrânia tem vindo a intensificar os seus ataques contra cidades russas afastadas da fronteira, numa campanha que está a visar sobretudo infraestruturas petrolíferas.
Por seu lado, a Ucrânia tem vindo a intensificar os seus ataques contra cidades russas afastadas da fronteira, numa campanha que está a visar sobretudo infraestruturas petrolíferas.
Na sequência desses ataques, Moscovo proibiu a exportação de combustíveis para assegurar e estabilizar o mercado interno, uma interdição que foi recentemente prorrogada até ao final do ano.