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"Há muito político a fazer contrabando de informação"

"Há muito político a fazer contrabando de informação"

É preciso valorizar e proteger o papel dos jornalistas e "combater os travestis". A expressão é do presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação que lembra que no espaço informativo nacional "há muito politico na contra mão a atrapalhar o tráfego e a fazer contrabando e informação", lembrando os comentadores que "dão notícias sem qualquer verificação".
Carlos Magno lembra que o espaço mediático é hoje em dia o campo de todas as batalhas que os jornalistas "devem ser uma espécie de capacetes azuis das Nações Unidas a proteger a ordem editorial".

Rui Sá, João Fernando Ramos /
Numa intervenção cheia de alertas e recados Carlos Magno diz-se preocupado com o estado do jornalismo no ciber espaço.

"É complicado perceber que os jornais não preservam o seu espaço editorial permitindo que qualquer leitor faça comentários que são ou xenófobos ou racistas, ou que nem têm que ver com a notícia que estão a comentar".

Carlos Magno defende uma intervenção dos órgãos de comunicação nestes espaços que devem ser assumidos como de responsabilidade editorial.

O também jornalista recorda mesmo um caso na Estónia onde uma publicação foi já condenada em tribunal por causa de um comentário de um leitor.


Os ataques de Trump à imprensa


Nestes dias, têm sido frequentes os ataques de líderes políticos aos Jornalistas. Donald Trump acusa mesmo a imprensa de estar a criar uma falsa realidade. O presidente recorre às redes sociais para responder a ataques, anunciar medidas, lançar ofensivas mediáticas.

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC) é perentório: "A Internet é o faroeste (comunicacional) e as redes sociais um espaço a parte". O responsável defende espaços editoriais claramente geridos e protegidos por jornalistas.

Logo após a queda do Muro de Berlim, quando muitos vaticinaram um mundo unipolar, onde apenas os Estados Unidos assumiam o estatuto de super potência, um jornal norte americano de referência, "The Washington Post", titulava que na realidade as super potências eram duas: os EUA e a opinião publica internacional.

No Jornal 2 o presidente da ERC lembra que o grande confronto acontece hoje entre essas duas super potências. "Com Trump, aqui, usando aliados perigosos como Putin ou Erdogan".


Ameaças à informação na Europa


Na Turquia quem mostra uma realidade, que não encaixa na leitura do regime, fica sem trabalho.

Desde o golpe de Estado de 2016 Erdogan fechou em todo o país 160 jornais, revistas, estações de rádio e televisão. Mais de uma centena de jornalistas foram presos. Instigou campanhas de intimidação que duram até aos dias de hoje.

Em França Marine Le Pen pediu aos seguranças para afastarem os jornalistas que tinham perguntas incómodas sobre acusações de uso indevido de dinheiro do Parlamento Europeu (onde Le Pen representa a extrema direita francesa) para pagar segurança pessoal.

O responsável pela ERC lembra que as ameaças à liberdade de imprensa não são distantes, nem exclusivo de direita ou esquerda.

"O meu colega da Polónia chorou em Bruxelas ao despedir-se da regulação internacional porque a entidade naquele país fechou, o mesmo se passou na Hungria".

Carlos Magno dá nota também da proibição de contactos internacionais imposta pelos repetivos governos aos reguladores croata e grego.
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