Mundo
Há quase 36 milhões de escravos em todo o mundo
Há 35,8 milhões de escravos em todo o mundo, o que representa 0,5 por cento da população do planeta. Portugal também aparece no ranking, com 1400 pessoas referenciadas. Os números são da Walk Free Foundation, uma organização australiana de defesa dos Direitos Humanos.
Dos 167 países analisados, Portugal ocupa a posição 157. A Índia é o país que regista maior número de escravos: 14,29 milhões num país com 1250 milhões de pessoas.
Na maioria as pessoas são usadas para prostituição e trabalho forçado. Mas é na Mauritânia que há um maior número de escravos por habitante, ou seja, quatro por cento.
A Walk Free identifica como escravos todos aqueles que são forçados a trabalhar, que trabalham para pagar dívidas, vítimas de tráfico, de exploração sexual em troca de dinheiro e aqueles que são obrigados a casar.
De acordo com a Organização Internacional das Migrações, algumas das vítimas são muito novas, com apenas cinco ou seis anos de idade.
O continente com menor número de escravos é a Europa, enquanto a Ásia é o continente com o maior índice. Nos melhores lugares da tabela surgem Islândia, Irlanda e Luxemburgo.
Walk Free pede mais cooperação internacional
À exceção da Coreia do Norte, todos os países do mundo têm leis para combater qualquer forma de escravatura, mas nem por isso os resultados têm sido os melhores.
O relatório, agora apresentado pela Walk Free Foundation, pede mais cooperação internacional, designadamente que os governos aumentem as penas ao tráfico humano e pressionem a iniciativa privada a combater o trabalho forçado ou indigno nas cadeias produtivas.
Para medir as respostas governamentais ao problema foram usados os seguintes fatores: apoio às vítimas; mecanismos de justiça criminal; coordenação e responsabilização do governo; atitudes, sistemas sociais e instituições, empresas e governo.
O relatório destaca que a abordagem do governo da Holanda para enfrentar o problema é a mais abrangente. O Brasil está à frente de Portugal, entre os países com respostas governamentais mais firmes, ao encorajar as empresas a pressionarem o fim do trabalho escravo nas diversas etapas nas cadeias de produção.
"Existe a ideia de que a escravatura é um problema do passado ou que só existe em países assolados pela guerra e pela pobreza", diz Andrew Forrest, presidente da Walk Free, no mesmo relatório.
"Estas conclusões mostram que a escravatura moderna existe em todos os países. Somos todos responsáveis pelas situações mais atrozes em que a escravatura moderna existe”, salienta Forrest.
Na maioria as pessoas são usadas para prostituição e trabalho forçado. Mas é na Mauritânia que há um maior número de escravos por habitante, ou seja, quatro por cento.
A Walk Free identifica como escravos todos aqueles que são forçados a trabalhar, que trabalham para pagar dívidas, vítimas de tráfico, de exploração sexual em troca de dinheiro e aqueles que são obrigados a casar.
De acordo com a Organização Internacional das Migrações, algumas das vítimas são muito novas, com apenas cinco ou seis anos de idade.
O continente com menor número de escravos é a Europa, enquanto a Ásia é o continente com o maior índice. Nos melhores lugares da tabela surgem Islândia, Irlanda e Luxemburgo.
Walk Free pede mais cooperação internacional
À exceção da Coreia do Norte, todos os países do mundo têm leis para combater qualquer forma de escravatura, mas nem por isso os resultados têm sido os melhores.
O relatório, agora apresentado pela Walk Free Foundation, pede mais cooperação internacional, designadamente que os governos aumentem as penas ao tráfico humano e pressionem a iniciativa privada a combater o trabalho forçado ou indigno nas cadeias produtivas.
Para medir as respostas governamentais ao problema foram usados os seguintes fatores: apoio às vítimas; mecanismos de justiça criminal; coordenação e responsabilização do governo; atitudes, sistemas sociais e instituições, empresas e governo.
O relatório destaca que a abordagem do governo da Holanda para enfrentar o problema é a mais abrangente. O Brasil está à frente de Portugal, entre os países com respostas governamentais mais firmes, ao encorajar as empresas a pressionarem o fim do trabalho escravo nas diversas etapas nas cadeias de produção.
"Existe a ideia de que a escravatura é um problema do passado ou que só existe em países assolados pela guerra e pela pobreza", diz Andrew Forrest, presidente da Walk Free, no mesmo relatório.
"Estas conclusões mostram que a escravatura moderna existe em todos os países. Somos todos responsáveis pelas situações mais atrozes em que a escravatura moderna existe”, salienta Forrest.