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Hackers aproveitam-se do pânico gerado pelo novo coronavírus

Hackers aproveitam-se do pânico gerado pelo novo coronavírus

Há em várias partes do mundo hackers a aproveitarem-se do pânico que o novo coronavírus está a gerar. Segundo um estudo da Check Point Software Technologies, uma empresa israelita na área da cibersegurança, na maioria dos casos estes piratas informáticos pretendem roubar informações pessoais.

RTP /
Steve Marcus, Reuters

A empresa divulgou que desde o início de janeiro, já estavam registados globalmente mais de 4.000 domínios relacionados com o coronavírus e que desses, pelo menos 5 por cento são maliciosos e outros 5 por cento são suspeitos.

“A taxa maliciosa dos domínios relacionados com o coronavírus é 50 por cento maior que a taxa geral de todos os que foram registados no mesmo período", explicou a Check Point.

Na maioria dos casos, os piratas informáticos estão a utilizá-los para tentativas de phishing, de modo a terem acesso a informações pessoais, como detalhes bancários e de cartão de crédito ou senhas. Esta prática é considerada um crime cibernético.

A Check Point afirma ter descoberto um phishing direcionado a organizações locais em Itália.

“Devido ao número de casos de infeção por coronavírus que foram documentados na sua área, a Organização Mundial da Saúde preparou um documento que inclui todas as precauções necessárias contra a infeção. É altamente recomendável que se leia o documento anexo a esta mensagem”, pode ler-se num email que foi enviado a mais de 10 por cento de todas as organizações em Itália.
Se o utilizador clicou no documento para “ativar a edição” ou “ativar o conteúdo”, automaticamente fez o download do Ostap Trojan-Downloader. Este truque é uma porta de entrada para uma possível invasão.

Outro caso que a empresa detetou como falso, foi uma carta que supostamente tinha sido assinada por um médico italiano que pertencia à Organização Mundial de Saúde. “Fizemos uma pesquisa online e não conseguimos encontrar um médico chamado Penelope Marchetti na OMS”, afirmou a Check Point.

Acrescentou ainda que “os endereços de email dos remetentes não são dos domínios oficiais da OMS. A maioria deles não era italiana”.

A Check Point alertou os utiliadores para serem mais cautelosos durante este período e para abrirem anexos apenas de fontes conhecidas.

“Uma cura exclusiva para o coronavírus por 150 euros normalmente não é uma oportunidade de compra confiável, mas uma fraude mais provável”, finalizou a empresa.
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