Hamas detém polícias de Gaza acusados de sabotagem coordenada com Israel
O grupo islamista palestiniano Hamas, que governa a Faixa de Gaza, anunciou hoje a detenção de um grupo de polícias que formavam uma rede de sabotadores e alegados colaboradores de Israel, com o objetivo de desestabilizar enclave.
Em comunicado, o aparelho policial do Hamas divulgou que vários dos seus polícias foram detidos por realizarem atos de sabotagem contra o Governo de Gaza "sob ordens de colaboradores e em coordenação direta com os serviços de informação da ocupação israelita".
"Os polícias confessaram que trabalharam para incitar a população e provocar distúrbios na Faixa de Gaza com o objetivo de atrair polícias", pode ler-se no comunicado.
De acordo com o movimento islamita, as investigações revelaram planos destes grupos para atacar os responsáveis pela segurança de Gaza.
O aparelho policial do Hamas (conhecido como Radea em árabe) anunciou também hoje novas operações para "prender e neutralizar" os envolvidos.
Este mês, surgiu uma mensagem na rede social Facebook a apelar a uma "revolução contra a guerra", que poderia ocorrer em Gaza em 26 de junho.
Esta "revolução", segundo a convocatória, parte da "convicção de que a mudança começa com a vontade do povo" e da "rejeição da perpetuação da realidade da guerra, da fome, da deslocação e da miséria".
Israel invadiu Gaza em outubro de 2023, depois de ter sofrido um ataque terrorista do Hamas em território israelita que causou 1.200 mortos e 250 reféns.
A ofensiva israelita matou mais de 72.800 palestinianos em Gaza, incluindo mais de 900 desde o cessar-fogo, de outubro de 2025.
Causou também a destruição de cerca de 80% dos edifícios do enclave palestiniano situado ao longo da costa oriental do mar Mediterrâneo, de acordo com a ONU.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é alvo de um mandado de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) desde 2024, por suspeita de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados com a guerra em Gaza.